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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Tcc :Desenvolvimento. Artigo Completo

          1-INTRODUÇÃO

A intenção deste trabalho é o de pesquisar e analisar o desenvolvimento da criança na educação infantil e o que representa para ela e para os pais.
Sua passagem pela creche e pré-escola pode ser uma fase muito importante para seu bom desenvolvimento infantil.
É nos primeiros anos de vida que se definem o potencial de aprendizado, a estabilidade emocional, valores e diversas habilidades. Vários estudos mostram que quanto mais cedo à criança começa a freqüentar a escola, maior a possibilidade de que tenha um bom futuro.
 A creche e a pré-escola também colaboram com as mães: com o filho na escola desde cedo, elas podem trabalhar e garantir um aumento de renda (além de que, muitas vezes, a mãe é solteira e, portanto, a única fonte de renda da família).
O momento da inserção da criança nas creches às vezes é dolorido para os pais e para as crianças esta separação no começo é difícil, mas ao longo do tempo traz muitas compensações por isso é importante a inserção também dos pais na instituição a fim de compartilhar este novo processo juntos.
Através dos estágios supervisionados na educação infantil surgiu a idéia deste tema que nos dias de hoje beneficiam muitos os pais e as crianças.















          2- A EDUCAÇÃO COMEÇA NA CRECHE.
        
 Neste trabalho a base principal e o objetivo são de que a educação infantil começa na creche e que esta se constitui em um espaço de aprendizagem que busca favorecer o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, sócio-afetivas e intelectuais da criança.
           As concepções sobre infância e o olhar so­bre como a criança se desenvolve e aprende mudaram bastante nos últimos anos. Estas mudanças ocorreram em grande parte por exigências sociais que transformaram os pa­péis sociais dos homens e mulheres e, conseqüentemente, fizeram emergir instituições que compartilham com as famílias a edu­cação das crianças pequenas em ambientes coletivos. Nem sempre é fácil, mas estudos mostram que quanto mais cedo à criança interagir com outras crianças mais confiantes elas ficaram, sendo assim conseqüentemente isto só trarão benefícios as crianças.
           O que é a creche? Um ambiente espaçoso, atraente, almofa­das, obstáculos macios e seguros, túneis de tecidos e caixas de papelão, espelhos no rodapé da sala, cantinhos aconchegantes, li­vros e brinquedos, móbiles e brincadeiras com água, painéis de azulejos para pintura, objetos e materiais de diferen­tes texturas, cheiros e cores... Nesse espaço, organizam-se tempos e atividades para aco­lher e educar crianças de zero a três anos de idade.
             Há poucas décadas, era impossível pensar na creche como um ambiente assim. Eram prin­cipalmente os berços que tomavam conta de toda a sala. Não que eles não sejam neces­sários, mas seus lugares e a centralidade na creche foram aos poucos sendo dimensiona­dos frente às novas concepções de criança e de educação coletiva de bebês e crianças bem pequenas em espaços coletivos.
Nos dias de hoje na creche, essa visão passa a disputar com formas tradicionais de educar e cuidar os bebês e nos remete a novos modos de orga­nização dos ambientes, de rotinas, de intera­ção com as crianças pequenas.
 O ambiente de aprendizagem favorável emerge quando o professor é sensível às potencialidades in­terativas das crianças, às suas falas, aos bal­bucios, aos gestos, às movimentações e aos modos como se relacionam com o mundo, como este trabalho é o começo na educação infantil ressalto muito a creche entre eles os bebes.
Neste ambiente o professor tem o poder de organizar para as crianças vivências ao longo de todo o dia; vivências com o mundo físico e sensorial e vivências com o ambiente social.
A ampliação do entendimento acerca do pa­pel peculiar da creche em relação a outros contextos de educação da criança aponta assim para um modelo que profissionaliza suas práticas. Essa função formadora de sujeitos históricos e culturais também se verifica na valorização atual das aprendiza­gens que ocorrem nas relações estabeleci­das entre as crianças.
Também são organizados os tempos e atividades que promovem a interação das crianças de mesma idade, assim como de crianças de idades diferentes, gerando opor­tunidades interativas complexas.
 Tudo isso proporciona a criança uma interatividade e propostas concretas a uma possível socialização, mesmo sendo pequenos entendem o significados das coisas.
         Ao longo dos últimos anos, tem crescido a consciência coletiva acerca das necessida­des educativas das crianças de 0 a 3 anos e as creches têm se consolidado como tempo/espaço construído culturalmente para pos­sibilitar a ampliação das experiências assim como o desenvolvimento das potencialida­des cognitivas, estéticas, sociais e relacio­nais da criança em grupo.
        É através de todo este trabalho que podemos ver e se conscientizar da importância da educação infantil, os benefícios que trazem para as crianças e para os pais.
     Vivemos hoje com mudanças significativas no que diz respeito ao funcionamento e estrutura familiar. Em decorrência destas mudanças, principalmente no que diz respeito à educação de crianças pequenas, nossa sociedade tem se organizado de maneira a atender estas novas demandas. Neste cenário, considera-se a importância de creches e pré-escolas não só como parte da educação básica (LDB, 1996), mas também como uma política que atua como apoio às famílias.
O que pensa os pais quando resolvem que o melhor é levar seu filho para uma escolinha e quais seriam as principais vantagens? Logo pensam em que as escolas são espaços de socialização, onde a criança vai conviver com grupos, adultos e crianças diferentes do seu universo pessoal, com outros hábitos e valores, e que poderá ampliar seu universo cultural.
O trabalho educativo oferecido nas escolas - isso é lei - visa o cuidado e a educação, e traz atividades em várias áreas do desenvolvimento, como música, movimento, artes, brincadeiras, conhecimento social e do mundo, além de estimular o crescimento, independência e autonomia da criança; com tudo isto pesquisado pelos pais eles acabam tendo uma visão positiva da escolinha e ficam confiantes e seguro ao deixar seus filhos sem receio, sabendo estar fazendo o melhor.
           Muitos pontos positivos a creche ou a escolinha de educação infantil proporciona a criança porque é na escola que até a brincadeira tem intenção educativa.
A criança tem momentos para brincar de forma livre e dirigida, e todos estes momentos servem como ferramentas de avaliação sobre o crescimento infantil.
Ela, a criança receberá todos os cuidados necessários para seu desenvolvimento, como higiene, alimentação, carinho, e estimulação física desde bebê e pode ser estimulada a aprendizagem, desde o berçário, com profissionais qualificados, e respeitando as características de cada criança;
O quanto é importante ensinar a criança a ter rotina e horários definidos, o que é muito importante para ela, que está aprendendo a construir noção de tempo e organização e isto traz objetivos concretos tanto para os pais quanto para a criança.
Trabalhando, pesquisando e analisando tais assuntos podemos tirar conclusões muitos positivas referente ao assunto e conhecer a magia da educação infantil mesmo com seus altos e baixos e que possa deixar muito a desejar para uma criança ao qual ainda não conhece este mundo mágico com sua pouca idade e talvez nunca chegasses a conhecer.
Estudos mostram que as crianças que freqüentam a escola mais cedo se desenvolvem e aprendem mais. A melhor hora para aprender é durante os primeiros anos de vida, idade em que o cérebro mais produz sinapses, preparando a estrutura mental que vai funcionar para o resto da vida.
         Os pesquisadores afirmam que a Educação Infantil é à base de tudo. Não só é o melhor momento para aprender como ajuda o aluno a ter um bom desempenho  de aprendizagem escolar, melhorando  o seu rendimento escolar no ensino fundamental e médio.



           2-1 A criança e a creche: um direito ou uma necessidade?

Em decorrência da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, a Declaração Universal dos Direitos da Criança - aprovada pela Assembléia Geral da ONU em 20 de novembro de 1959, no “Direito à educação gratuita e ao lazer infantil - Princípio VII”, a criança é contemplada como ator social pleno, sujeito de direitos, ou seja, cidadã:

            A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. A criança tem direito a uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita – em condições de igualdade de oportunidade – desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral, chegando a ser um membro útil à sociedade. O interesse superior da criança deverá ser o interesse diretor daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais.
         A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras, os quais deverão estar dirigidos para a educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.

          Para a sociedade um direito e para muitos pais uma necessidade porque podem trabalhar com tranqüilidade e seus filhos têm o cuidar e o educar.
            As práticas desenvolvidas entre adultos e crianças de zero a três anos, no contexto das creches, são relações humanas permeadas por múltiplas influências. Dentre elas, podemos destacar diversos aspectos interligados, tais como os princípios e valores constituídos em uma esfera cultural, no interior das famílias e das comunidades locais; os movimentos sociais que fortaleceram esta instituição como um local de referência para mulheres trabalhadoras e seus filhos; e, ainda, as contribuições de estudiosos e pesquisadores, que definem tendências teóricas que irão contribuir para a construção dos modelos educacionais adotados.
        Como decorrências desta determinação diversa definem-se - ao longo da história, ou mesmo concomitantemente - diferentes funções para as creches no contexto da sociedade brasileira: como recurso que beneficia a mãe trabalhadora, ou como instrumento social para prevenir o fracasso escolar das crianças mais pobres, ou ainda como uma instância educativa, que contribuiria para uma sociedade mais justa e um exercício de cidadania em prol da população infantil.     
 Tendo em vista todos estes argumentos podemos ver que as creches nasceram para dar resposta às necessidades da população, principalmente às mães trabalhadoras ao qual não aonde deixar seus filhos, mas também com a satisfação de que a creche é muito mais do que uma prestação de cuidados e está oferece  a seu filho um ambiente de qualidade adequado ao seu desenvolvimento; proporcionando atividades/estratégias que possibilitem a exploração dos seus sentidos e estimulem a sua curiosidade, promovendo o desenvolvimento das suas aprendizagens. 
             Sabemos que hoje A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), tendo como finalidade o desenvolvimento integral de crianças de zero a seis anos em creches e pré-escolas, compreendendo os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais. De acordo com os Referenciais Curriculares Nacionais de Educação Infantil (1998), está designado às creches o atendimento para crianças de zero a três anos, podendo se estender até quatro anos e meio em alguns municípios, se assim for necessário. 
A creche entendida como uma instituição educativo-profissional torna-se o primeiro local onde a criança vivencia situações de inclusão. Desde os momentos assistenciais (alimentação, higiene, descanso), até as brincadeiras e atividades pedagógicas, a criança estará participando de escolhas que incluem ou excluem objetos e/ou pessoas. Nossa sociedade gira em torno dessas situações, devido às escolhas que fazemos a partir daquilo que nos interessa. Uma Educação Infantil de qualidade requer acima de tudo experiências significativas para as crianças, pois estas determinam o intercâmbio dela com o mundo, absolutamente necessário para a vida e o viver de qualquer cidadão.
Segundo Piaget (1988), falar em direito à educação é, em primeiro lugar, reconhecer o papel indispensável dos fatores sociais na própria formação do indivíduo.
A educação é condição necessária ao desenvolvimento natural deste, pois ele não poderia adquirir suas estruturas mentais mais essenciais sem uma contribuição exterior.
Portanto, afirmando o direito à educação da criança de zero a seis anos de idade, afirmamos também a obrigação de buscarmos os meios de estimulação e os ambientes adequados ao favorecimento do seu desenvolvimento em todas as áreas e em toda a sua potencialidade. Entendemos que as creches e pré-escolas têm uma função de complementar e não de substituir a família como na maioria das vezes é entendido. Juntas, família, escola e comunidade poderão oferecer o que a criança necessita para o seu pleno desenvolvimento e para a sua felicidade.





      


















                                                    
                                               

                                                          CONCLUSÃO
Este trabalho de desenvolvimento sobre o tema escolhido foi muito importante para a compreensão do espaço e do trabalho sobre as crianças e sua educação, como começa e como é ao decorrer do tempo.
Com as leis definidas ao favor da criança nos mostra o caminho a seguir.
Nos dias de hoje os pais já consegue saber e reivindicar seus direitos para que seu filho possa ter uma educação de qualidade e o mais importante desde cedo.
A importância de a criança freqüentar uma escolinha o quanto mais cedo melhor, proporcionando uma educação mais abrangente e é desde cedo que se aprende.
E que com certeza a educação infantil começa a partir de zero a seis anos em uma escolinha de educação infantil sendo este particular ou do estado.
Mas também com a satisfação de que a creche é muito mais do que uma prestação de cuidados e está oferece a criança um ambiente de qualidade adequado ao seu desenvolvimento; proporcionando atividades/estratégias que possibilitem a exploração dos seus sentidos e estimulem a sua curiosidade e mais importante ajuda aos pais a trabalharem com mais confiança e acreditando estar fazendo o melhor para o seu filho.


















                                          REFERÊNCIAS

        BRASIL, (1997) Ministério da Educação e do Desporto. Plano Nacional de Educação. Brasília, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

        Portal. Mec.gov.br.
        
        Revista escola. abril.com. br. 2009
       
        www.bancodeescola.com/infancia_creche.htm

        PIAGET, J. Para  onde vai à educação? São Paulo: José Olympio, 1988

Mais dicas...( é possível a criança aprender brincando)

Os pesquisadores do brincar consideram que este mobiliza múltiplas aprendizagens, sendo indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. Na brincadeira, a criança cria outros mundos e se comporta além do habitual e cotidiano. A criança vivencia-se no brinquedo como se ela fosse maior do que é na realidade. (VYGOSTKY, 1987, p.117)

Maluf (2003, p.21) afirma que: “Quando brincamos exercitamos nossas potencialidades, provocamos o funcionamento do pensamento, adquirimos conhecimentos e estresse ou medo, desenvolvemos a sociabilidade, cultivamos a sensibilidade, nos desenvolvemos intelectualmente, socialmente emocionalmente.”
Segundo Kishimoto (1999), o desenvolvimento da criança deve ser entendido como um processo global, pois quando corre, pula, ela desenvolve sua motricidade e, paralelamente, é um desenvolvimento social, pois brinca com parceiros, obedece as regras, recebe informações e estabelece relações cognitivas, tornando-se assim, um ser humano inteiro.
Constatou-se, nesses estudos, que as brincadeiras são fonte do desenvolvimento cognitivo e, também, uma forma de autoexpressão, pois as crianças descobrem suas sensibilidades, habilidades, visualizam suas funções e responsabilidades, aprendem a dividir tarefas com o outro, desenvolvendo, assim,  colaboração.
Através das brincadeiras, as crianças se apropriam do mundo a sua volta, construindo a  sua própria realidade, dando-lhe   um significado.
Na teoria que embasa o brincar há muito conflito sobre o significado das palavras:  brinquedo, brincadeira e jogo.
Maluf (2003) pondera que: “O brinquedo não é apenas um objeto que a criança usa para se divertir e ocupar o seu tempo, mas é um objeto capaz de ensinar e de  torná-la feliz ao mesmo tempo.”
O brinquedo é um importante artefato cultural que gera aprendizagens. Ao se utilizar brinquedos de várias formas e diferentes tamanhos, a criança tem a oportunidade de conhecer a sua cultura e trabalhar semelhanças e diferenças, enfim, abstrair, classificar e simbolizar.
Em relação à brincadeira, Vygotsky (1991, p.35) afirma que:
É uma atividade humana criadora, na qual a imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ações pelas crianças, assim, como de novas formas de construir relações sociais com os outros sujeitos, crianças e adultos.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p.13) ressalta que: A brincadeira favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. Brincar contribui, assim, para a interiorização de determinados modelos de adultos, no âmbito de diversos grupos sociais. Essas significações atribuídas ao brincar transformam-no em um espaço singular de contribuição infantil.
 Piaget classifica o jogo infantil em três categorias: De exercício: caracteriza se pela repetição de uma ação pelo prazer que ela proporciona e é uma das primeiras atividades lúdicas do bebê; Simbólico: envolve o faz-de-conta, a representação; De regras: é o que exige que os participantes cumpram normas e passem a considerar outros fatores que influenciam no resultado como, atenção, concentração, raciocínio e sorte.
Em seus estudos sobre jogos, Vygostky (1896- 1934) deu ênfase aos jogos de representação. Ele considera que: “Não existe brincadeira sem regras, partindo do princípio de que os pequenos se envolvem nas atividades de faz-de-conta para tentar entender o mundo em que vivem, para isso usam a imaginação.”
Sendo assim, os estudos de Piaget e Vygostky levam a refletir sobre o significado do jogo simbólico e do brinquedo na infância. O lúdico propicia à criança o desenvolvimento das estruturas cognitivas, a construção de personalidade, o intercâmbio do cognitivo com o afetivo, o avanço nas relações interpessoais, nas interações e no conhecimento lógico matemático, a representação do mundo e o desenvolvimento da linguagem.
pedagogiadavirtualidade.wordpress.com













Dicas de citações para seu trabalho ( é possível a criança aprender brincando ).

Atividade lúdica: uma forma de ensino
    As atividades motoras, desenvolvidas através de propostas de ensino da Educação Física podem permitir a abertura às experiências dos alunos e uma formação para cidadania, destacando-se, sobretudo, as questões morais, sua prática pedagógica e a forma de conduzir e propor as situações de ensino e aprendizagem por meio das atividades, procurando captar as perspectivas de descoberta através da proposição de conflitos, a tomada de consciência, as relações entre o fazer e compreender (FREIRE, 2002).
   
 Para muitas crianças a aula de Educação Física é o momento mais prazeroso e desejado da rotina escolar, é a oportunidade para o movimento, o grito, o abraço, o entusiasmo, o momento de dispersão. Por estes momentos prazerosos, será que em outras disciplinas também não é possível usar o corpo e o movimento como recurso ou linguagem de comunicação de conteúdos? Talvez o aluno que realmente aprendeu história poderia falar de seus saberes com a linguagem corporal; ou usar a coreografia do movimento, a magia da mímica para explicar teorias... Até quando o encantamento das quadras não pode invadir a sala de aula e os saberes cognitivos serem procurados na quadra? (ANTUNES, 2002).
   

    
De acordo com Platão, a criança aprende através de jogos: se "ensina(va) matemática às crianças em forma de jogo e preconizava que os primeiros anos das crianças deveriam ser ocupados com os jogos educativos" (AGUIAR, 1998, p.36). A importância da criança aprender com o lúdico é muito bem focado por outros autores, sendo um deles Silva (2005; 2006), que afirma: "A importância dos jogos no desenvolvimento da criança tem que ser enfatizados" (SILVA, 2005, p. 22). É através destes momentos que a Educação Física pode trazer benefícios a estas crianças; uma vez que possibilita o desenvolvimento de habilidades e oportunidade para o aprendizado. Froebel apud AGUIAR (1998, p.36) foi o primeiro pedagogo a "incluir o jogo no sistema educativo, acreditava que a personalidade da criança pode ser aperfeiçoada e enriquecida pelo brinquedo".
   
 Conseqüentemente, as crianças aprendem através do brincar: admirável instrumento para promover a educação, o jogo é um artifício que a natureza encontrou para envolver a criança numa atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental. "A criança que joga acaba desenvolvendo suas percepções, sua inteligência, suas tendências à experimentação, seus instintos sociais" (PIAGET, 1972, p. 156).
    Os jogos não apenas são uma forma de entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.
A atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo por isso, indispensável à pratica educativa. E, pelo fato de o jogo ser um meio tão poderoso para a aprendizagem das crianças que em todo lugar onde se consegue transformar em jogo a iniciação a leitura, ao calculo ou à ortografia, observa-se que as crianças se apaixonam por essas ocupações, geralmente tidas como maçante (AGUIAR, 1998, p.37).

 Alguns alunos podem descobrir, por meio de pesquisa, entrevistas com especialistas, diferentes "línguas faladas" por instrumentos musicais, agrupar essas línguas em "culturas" e inventar diferentes "diálogos" entre instrumentos. "No caso da linguagem há considerável ênfase, na escola, em aquisições lingüísticas adicionais, a música ocupa uma posição relativamente baixa em nossa cultura e então o analfabetismo musical é aceitável" (GARDNER, 1994, p.86).

" É possível a criança desenvolver habilidades e aprender brincando."

DICAS DE PESQUISAS E AUTORES.
CITAÇÕES AO QUAL VC PODE DEIXAR SEU TRABALHO MAIS  COMPLETO E ESPECIFICO.

 Kishimoto (2001) em sua obra "Jogo, Brinquedo, Brincadeira, e a Educação" apresenta o uso do brinquedo e do jogo educativo com fins pedagógicos, nos remetendo à relevância desse instrumento para situações de ensino-aprendizagem e de desenvolvimento infantil, trabalhando o cognitivo, afetivo, físico e social da criança.


 Crianças, quando vão às escolas pela primeira vez, geralmente se traumatizam e acabam chorando por dias seguidos, devido à separação das coisas e pessoas. Acham que por estarem na escola, em um ambiente fechado, perdem toda liberdade que tinham em sua casa. Com o passar dos dias, acabam por se acostumar com o ambiente, arrumam amigos e se dedicam no que melhor sabem fazer: brincar, quando lhes é permitido (FREIRE, 2002).

Não adianta somente passar as informações para a criança, sem saber realmente que ela esteja conseguindo aprender da maneira que lhe está sendo ensinada. A educação física oferece à criança a oportunidade de vivenciar formas de organização, a criação de normas para a realização de tarefas ou atividades e a descoberta de formas cooperativas e participativas de ação, possibilitando a transformação da criança e de seu meio (GALLARDO, 1998, p.25).
    Segundo FREIRE (2002), as brincadeiras têm grande significado no período da infância, onde de forma segura e bem estruturada pode estar presente nas aulas de EF dentro da sala de aula. Com uma conduta mais alegre e prazerosa, poderemos ver traços marcantes do lúdico como ferramenta de grande importância e com um imenso fundamento no aprendizado da criança sem descaracterizar a linha desenvolvimentista do âmbito escolar.
O jogo como o desenvolvimento infantil, evolui de um simples jogo de exercício, passando pelo jogo simbólico e o de construção, até chegar ao jogo social. No primeiro deles, a atividade lúdica refere-se ao movimento corporal sem verbalização; o segundo é o faz-de-conta, a fantasia; o jogo de construção é uma espécie de transição para o social. Por fim o jogo social é aquele marcado pela atividade coletiva de intensificar trocas e a consideração pelas regras (FREIRE, 2002, p.69).

 A improvisação de material é estimular a criatividade da criança para que ela também possa fazer o mesmo, criar um brinquedo do seu próprio gosto. Isto irá despertar o interesse da criança em aprender e a criar algo diferente. Materiais diversificados trazem o lúdico como uma forma de aprendizado e desenvolvimento: "O jogo contém um elemento de motivação que poucas atividades teriam para a primeira infância: o prazer da atividade lúdica" (FREIRE, 2002, p.75).

O brinquedo ensina qualquer coisa que complete o indivíduo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo, o brinquedo educativo conquistou espaço na educação infantil. Quando a criança está desenvolvendo uma habilidade na separação de cores comuns no quebra-cabeça à função educativa e os lúdicos estão presentes, a criança com sua criatividade consegue montar um castelo até mesmo com o quebra-cabeça, através disto utiliza o lúdico com a ajuda do professor (KISHIMOTO, 2001, p.36-37).

 A Educação Física não precisa ser uma disciplina auxiliar das outras, mas ter uma identidade própria, mantendo com as demais uma necessária interdisciplinaridade, a união entre elas, como discorremos até o momento. Porém, todo conhecimento adquirido serve de base para o próximo, mais elaborado. Sendo assim uma vez que tenha um bom domínio de alguma habilidade, pode-se combiná-la com ensinamentos de sala de aula, como leitura, escrita e cálculo (FREIRE, 2002, p.188).

 Na escola, o jogo dramático estimula a leitura e a escrita e, com base neste estímulo, o indivíduo exercita-se sem fadiga, adquirindo um bom domínio na linguagem corporal, oral e escrita, naturalmente desencadeada pelo exercício gestual, geralmente de forma prazerosa (CANDA, 2006).


 Jogo de palavras/ jogo do telefone sem fio/ trava-línguas
    Este jogo poderá envolver várias matérias como, por exemplo, ciências físicas e biológicas, geografia ou história, uma teoria ou um teorema, uma lei natural ou outro tema descrito com as palavras fora de ordem, um estímulo para sua estruturação no vocabulário e configurarem-se em um valioso recurso para o uso em sala de aula. A estratégia de aprendizagem reconhecida como jogo de palavras, trabalha a concepção visual, além de enriquecer o repertório lingüístico do educando (ANTUNES, 2002).
 A brincadeira "Fantasiando com a verdade", poderá ser desenvolvida através de teatro, abordando os assuntos como: geografia, história, literatura, ciências e educação física. O professor poderá sugerir divagações e a criação de fantasias que contextualizem esses temas ou tema que se pretende demonstrar, os personagens da história podem ser inventados pelos alunos, mas o cenário do enredo criado pode ser verdadeiro. A imaginação de uma criança flui sem parar, basta dar oportunidade a ela e acreditar que será capaz de criar os personagens, falas, cenários (ANTUNES,2002).


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Comunicado.

Oi  pessoal andei meio afastada, mas estou de volta se precisar de algumas dicas vou responder com prazer.

sábado, 18 de maio de 2013

Dica boa...

Em 
A Ética na Educação Infantil, as autoras apoiassem no trabalho de Jean Piaget - e também o elaboram - no campo do desenvolvimento sócio-moral. As autoras argumentam que a educação construtivista deve envolver mais do que as atividades especiais com as quais é geralmente associada (tais como jogos em grupo, atividades de conhecimento físico e da linguagem como um todo).

O planejamento deve incluir também a provisão para o desenvolvimento social e moral das crianças, uma vez que essas constroem seu entendimento moral a partir do material bruto de suas interações sociais cotidianas. Com esse objetivo, as autoras oferecem uma racionalização para uma espécie particular de atmosfera sócio-moral nas salas de aula das séries iniciais e descrevem meios práticos pelos quais os professores podem cultivá-la. 

"0 primeiro princípio da educação construtivista de que uma atmosfera sócio-moral deve ser cultivada, e na qual o respeito por outros é continuamente praticado - é a base deste livro. Por atmosfera sócio-moral, referimo-nos a toda a rede de relações interpessoais em uma sala de aulas... Acreditamos que os professores não devem ser técnicos, mas sim profissionais teoricamente sofisticados."

"Ensinar e Aprender Matemática na Educação Infantil e nas Séries Iniciais"


Dica de livro.
Reunindo textos de especialistas no ensino da Matemática, o livro pretende integrar conceitos teóricos com a prática educacional, utilizando propostas surgidas nas salas de aula da cidade de Buenos Aires. Com linguagem acessível, a intenção é pensar o cotidiano escolar dos alunos para observar falhas e lacunas, atitude que instiga ao debate e estimula novas maneiras de ver, aprender e ensinar a Matemática.
Destaque A divisão dos capítulos com títulos autoexplicativos ajudam o professor a focar na leitura do que acha mais importante.

Autora. Mabel Panizza e outros, 188 págs., Ed. Artmed.

Dica de livros para Educação Infantil.

O livro Jogos, Projetos e Oficinas pra Educação Infantil de autoria de Marília Centurión, Margaret Presser, Sorel Silva e Arnaldo Rodrigues, publicado pela editora FTD, São Paulo: 2004. 272 p. ISBN 85-322-5183-8, traz sugestões e idéias sobre jogos, oficinas de trabalho para datas comemorativas, brincadeiras, projetos, adivinhas, parlendas, trava-línguas, ditados populares, música, quadrinhas, dicas para enfeitar o ambiente escolar além de uma série de orientações que visão auxiliar o professor da Educação Infantil na organização e na prática educativa.
A obra diverge sobre o universo da Educação Infantil iniciando reflexões sobre a função pedagógica, seus objetivos gerais, tece reflexões sobre o caráter formativo da avaliação na Educação Infantil além da importância do registro das observações. Após esta introdução, o texto discorre sobre as áreas do conhecimento seguindo esta ordem: “Matemática”, “Língua Portuguesa”, “Natureza e Sociedade”, “Música, Jogos e Brincadeiras”, “Projetos” e “Oficinas”.
Em “A função pedagógica da Educação Infantil” o texto define a função pedagógica da educação infantil além de que “na instuição de educação infantil, pode-se oferecer às crianças condições para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de situações pedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos alunos” também citando a LDB e o Referêncial Curricular Nacional para a Educação Infantil para nortear seu conteúdo,Nos objetivos gerais da Educação Infantil também utiliza-se do Curricular Nacional para a Educação Infantil para nortear seu conteúdo, sendo que a prática da educação infantil deve ser organizada de modo a proporcionar ao alunos condições de: desenvolver uma imagem positiva de si, descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, estabelecer vínculos afetivos de troca com adultos e crianças, etc.
O caráter formativo da avaliação na Educação Infantil apresenta uma síntese das diversas funções da avaliação, sendo: diagnosticar, classificar e controlar (formativa). Sendo que a avaliação na educação infantil deve apontar para uma avaliação formativa permitindo que as crianças compartilhem das obervações e que os pais possam acompanhar de perto a prática educativa vivenciada por seu filho(a), compreendendo os objetivos propostos e as ações envolvidas.
Em registro das observações o livro apresenta um quadro de registros de observações, que pode ser adaptado a partir das ações educativas priorizadas pelo projeto curricular de cada escola.
Para a disciplina de Matemática o livro traz contribuições diversas, abordando o que as atividades de Matemática devem possibilitar aos alunos, confome o que descreve o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, também aborda como o educando estabelece conecxões entre o seu cotidiano e a Matemática, entre a Matemática e as demais áreas do conhecimento e entre deferentes temas matemáticos e como as diversas ações intervêm na construção dos conhecimentos matemáticos.
Diversos exemplos práticos de matemática são disponibilizados, de forma clara, objetiva, com várias ilustrações para exemplificar a atividade. Alguns exemplos de atividades disponíveis: Tamanhos diferentes/Mesmo tamanho; grande/pequeno, maior/menor, macio/duro/áspero/lixo, formas geométricas espaciais/planas, seqüência temporal, símbolos, números, correspondência um a um, gormando grupos, pertence/não pertence, classificação, classificação de sólidos, identificando notas de real, fazendo contagens entre outras tantas.
Jogos para matemática apresenta uma coletânia de 30 atividades envolvendo a disciplina. Cada jogo vem com comentários de sua finalidade, materiais necessários para a realização e sugestões de atividades.
Os jogos são os mais variádos possíveis, como: jogo da velha, par ou ímpar, jogo das mãos, pirulito que bate, bate, amarelinha com adição e subtração, jogo de memória, de dominó, construção de dado de esponja, tangram, cama-de-gato e muitos outros.
Para finalizar o conteúdo de matemática, a obra aborda o tema referente a avaliação, com o título Como avaliar em matemática? Trazendo informações para que o educador saiba como, onde e quando utilizar e dela obter resultados que contribuam para o crescimento do educando, do educador e da qualidade do ensino como um todo. Traz também ficha com indicadores de avaliação onde o professor pode analisar, avaliar o nível de conhecimento do aluno.
Para a área do conhecimento de Língua Portuguesa, a obra Jogos, Projetos e Oficinas pra Educação Infantil segue a mesma metodologia de apresentação, com uma introdução referente ao Trabalho com Língua Portuguesa onde fala sobre a importância da comunicação, da linguagem oral e escrita e sua função na educação infantil conforme segue: “A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais”.
Trabalhando Conteúdos de Linguagem Oral e Escrita contém um material amplo relacionado a Língua Portuguesa, com informações desde a aquisição da linguagem do bebê e a importância das conversas que os pais e as pessoas encarregadas de cuidar do bebês devem ter durante as atividades diversas, seja na troca de fraldas, banho, amamentação, etc., pois estas, além de estreitar os lações de afetividade, este diálogo representa modelos lingüísticos dos quais a criança se apropria, construindo, assim, a capacidade de compreender e fazer-se compreender, discorre também sobre as conversações com com os alunos e rodas de conversa onde mostra que cabe à família e também à escola deve privilegiar o diálogo com as crianças, sugerindo inclusive que a esta promova, sempre, rodas de conversas com os educandos, pois estimula os alunos a trocar idéias, contar casos ocorridos com eles, comentar fatos, apresentar poesias, parlendas, etc.
Trabalhando Conteúdos de Linguagem Oral e Escrita trata também do desenvolvimento da expressão oral, o trabalho com o texto, o alfabeto, cruzadinhas, caça-palavras, etc., com muitas ilustrações e sugestões de atividades.
Em jogos para Língua Portuguesa estão disponíveis 13 sugestões como: Começa com som de A ou de O? ABC, Forca, Mímica, Quebra-cabeças com palavras, etc., todas com informações e sugestões de aplicação.
Como Avaliar em Língua Portuguesa traz uma análise sobre o instrumento em si e a finalidade da aplicação, que pode ser utilizado pelo professor para obter dados sobre o processo de aprendizagem, reorientar a prática educacional e permitir que os alunos avancem no processo de aprendizagem. Traz também ficha com indicadores de avaliação para orientar o educador no processo.
Em Natureza e sociedade a obra abrange os seguintes tópicos: O trabalho com Natureza e Sociedade; Trabalhando conteúdos de Ciências; Trabalhando conteúdos de História; Trabalhando conteúdos de Geografia; Jogos para Ciências, História e Geografia e Como avaliar em Ciências, História e Geografia?
O trabalho com Natureza e Sociedade trata da relação da criação pré-escolar com os fenômenas naturais e sociais, sendo a curiosidade um motivador relevante no interesse da busca do conhecimento por parte do educando e sendo a partir dessa vontade de conhecer que o trabalho escolar deve ser planejado pois a todo momento o saber chega a criança de forma não-sistematizada, pois o conhecimento do mundo é transmitido à criança desde o seu nascimento, quando se diz o nome e se explica a função dos objetos ou quando se leva a criança a um passeio pela rua.
À escola cabe propiciar a ampliação e a sistematização desses conhecimentos, convidando a criança a participar de descobertas, abrindo-lhe oportunidades de desenvolver suas capacidades. Sendo o ambiente escolar em espaço coletivo – de convivência, discussão, confronto, competição e colaboração -, o que torna ainda mais enriquecedor o processo de construção do conhecimento.
Trabalhando conteúdos de Ciências contém indicações de atividades relacionadas ao corpo e saúde características dos animais e vegetais, socialização e afetividade, tradição cultural e ambientes e fenômenos naturais.
Em corpo e saúde traz sugestões do uso da música erudita para o estímulo da audição, trabalhar com frutas para estimular o olfato, o paladar e o tato, com questões como: “O cheiro de um alimento também mostra se ele é gostoso ou não?”, “Qual é o sabor da fruta?”, “A fruta é mole ou dura?”. Também traz sugestões de brincadeiras e jogos.
Para as caracterísiticas dos animais, sugere a observação de animais (em parque ou mesmo no jardim da escola), indicando alguns procedimentos de pesquisa que podem serem adotados para os alunos perceberem que se trata de atividade com objetivos.
Em características dos vegetais estão disponíveis sugestões de trabalho com massinha de modelar, passeio em praça ou jardim, utilização de flores em sala de aula e o plantio de uma planta para observação de como ela se desenvolve.
Socialização e afetividade trata dos aspectos relacionados à socialização e à afetividade dos educandos, com sugestões para o educador trabalhar a data de aniversário dos alunos, realizando questionamentos como: “O que vocês gostam de fazer no dia do aniversário?”, “Vocês cumprimentam as pessoas que moram com vocês, no dia do aniversário delas?”. Traz também a sugestão do uso de calendário com anotações do dia de aniversários dos alunos e do corpo doscente da escola (professores, direção, pessoal de apoio, etc).. Também traz sugestões de brincadeiras, cantigas, construção de instrumentos musicais que estimulam os alunos a interagir consigo e com os outros e também a refletir.
Sugestões de utilização de música com interpretação através de gestos, uso de quadrinhas e suas variantes e frases do ditado popular estão disponíveis na parte referente a Tradição cultural.
Ambientes e fenômenos naturais aborda o estudo do céu, com pesquisa a noite pelos educandos com participação dos responsáveis e preenchimento de relatório próprio, que deverá ser utilizado no dia seguinte na troca de experiências. A observação e descrição do dia, criação de um arco-íris com jato de água e experiência com gelo para perceber a ação do calor do sol também são sugestões para estudo.
Trabalhando conteúdos de História aborda a educação para o trânsito, afetividade e história pessoal, trabalho, meios de comunicação, escola, meios de transporte e registro e memória.
Na educação para o trânsito são sugeridas atividades com brinquedos relacionados ao trânsito (ambulância, motocicleta, carro de polícia, etc) e após brincarem livremente o educador fará questionamentos para que se amplie a compreensão do tema. A construção de carrinhos usando caixas de papelão, conversas sobre leis que regulamentam o transporte escolar, espaço na cidade reservado ao trânsito de carros e ao trânsito de pedestres são também tema de estudo.
Afetividade e história pessoal versa sobre a valoriação pessoal e coletiva, o conceito de família, dramatização das relações familiares, questionamentos sobre o dia do nascimento e a importância da carteira de identidade.
Em Trabalho estão disponíveis sugestões para trabalho referente a tipos de profissão, leis brasileiras (do trabalho), trabalho infantil, a importância do trabalho e trabalho coletivo.
Meios de comunicação sugere questões relacionadas ao computador (quem possui, o que é possível fazer, etc), a criação de jogos (telefone sem fio onde o objetivo é levar o aluno a perceber como a mensagem é modificada cada vez que uma pessoa a retransmite), dramatização com telefones de brinquedos, trabalho coletivo de painel com conteúdos onde os educandos, em casa, com os pais, assistem a um telejornal e escolhem uma notícia que achem interessante para contar na classe e a produção de desenhos sobre programa de televisão que os alunos assiteme.
Meios de transporte contém sugestões de atividades com brinquedos trazidos de casa, a história dos meios de transporte para compreensão das mudanças que ocorrem e organização de passeio educativo pelo bairro, para observer os sinais de trânsito e o comportamento dos motoristas e pedestres.
Registro e memória trata sobre as formas existentes de guardar uma lembrança e questionamentos referentes as lembranças dos próprios educandos.
Trabalhando conteúdos de Geografia contém sugestões para organização e transformação do espaço, tempo e seqüência, ambiente e recursos naturais, orientação espacial e símbolos.
Em símbolos são sugeridos a utilização de símbolos usados em jornais, na previsão do tempo, além dos de hospitais, de trânsito, etc, para que o educando possa compreender o significado e importância dos mesmos.
Jogos para Ciências, História e Geografia traz sugestões de 7 jogos para utilização.
Em como avaliar Ciências, História e Geografia? Além de versas sobre o principal objetivo da avaliação na pré-escola traz ficha com indicadores de avaliação e ficha para preenchimento dos indicadores de avaliação.
O capítulo Músicas e Cantigas populares trata da importância da música e das cantigas populares na educação infantil e formação do ser humano. “A música é considerada fundamental na formação de futuros cidadãos desde a Grécia antiga, pois, além do poder de encantar e proporcionar distração, pode ser utilizada para transmitir conhecimentos de naturezas diversas”. Possui sugestões de músicas e sibs da batyreza para a realização de trabalhos de expressão corporal, com jogos e brincadeiras que estimulam a imaginação e a criatividade, como:
Meu pé, meu querido pé, de Hélio Ziskind. Essa música apresenta em forma de brincadeira o som de 28 instrumentos musicais, para que os alunos, ouvindo, identifiquem os diferentes instrumentos, além de composições de Bach, do cancioneiro popular (O pastorzinho, Meu sininho, etc) Canções de ninar ou acalanto (bicho-papão, cantiga da cuca, boi da cara preta entre outras).
Músicas que exploram movimentos ajustadas a um ritmo, à interação, à imitação e ao reconhecimento do corpo para as brincadeiras que envolvam o canto e o movimento, sumultaneamente, possibilitando a percepção ritmica, a identificação de segmentos do corpo e o contato físico, estão disponíveis mais de 10 tipos de músicas além de inúmeras músicas que exploram diferentes formas de contagem, exploram cuidados pessoas, temas de ciências, história e geografia, cantigas de roda ou cirandas, que exploram os direitos das crianças e temas variados.
Adivinhas, parlendas, trava-línguas, quadrinhas e didatos populares estão em grande número na obra, pois “constituem um prazeroso passatempo, pois entretêm, diverte e desenvolvem o raciocínio lógico”. O conteúdo abrange adivinhas sobre animais, letras do alfabeto e escrita de palavras, plantas, flores e natureza, frutas e alimentos, coisas da rua ou do bairro, identidade e objetos da casa, partes do corpo humano, calendário, tempo e relógio, brinquedos e instrumentos musicais, cores, temas diversos e adivinhas em forma de quadrinhas.
As parlendas ou parlengas são palavreados ou versos infantis de poucas sílabas, com rimas simples. Além de acalentar, distrair e divertir, ajudam a memorizar as primeiras noções de seqüência (números, dias da semana, nomes, etc.).
Em relação a Trava-línguas, o livro disponibiliza cinquenta. Trava-línguas é um termo usando para nomear uma modalidade de parlenda em forma de verso ou prosa, organziada de forma que se torna difícil pronunciála sem tropeços. Também são apresentados exemplos de quadras (Quadras, quadrinhas, trovas ou trovinhas são estrofes populares de 4 versos), ditados populares (ao se divertir recitando ditados populares, além de estar em contato com elementos culturais e afetivos, o aluno percebe aspectos sonoros da linguagem como ritmo e rimas).
Em Brincadeiras Populares estão disponíveis exemplos de parlendas, brincadeiras como cabra-cega, bola na parede, escravos de Jó, quente ou frio, passa o anel, seu lobo e muitas outras.
Em discografia a obra apresenta uma lista de CDs que possuem as músicas do cancioneiro popular trabalhadas, que são encontradas facilmente em CD´s de música infantil.
Projetos é dividido em 3 partes, sendo: 1º Projeto – Conhecendo o bairro em que fica a escola, onde são apresentadas sugestões de atividades como: Passeio pelo bairro; organizando um álbum coletivo de fotos; conversando com crianças; brincando de mercadinho; construindo a maquete do bairro e explorando carimbos.
O 2º Projeto – Reunindo histórias possui sugestões de atividades como: restatando, registrando e contando histórias; resgatando e registrando cantigas, poesias e parlendas; organizando saraus; teatrinho de máscaras, marionetes ou fantoches e sombra chinesa; contando e recontando histórias oralmente ou por meios de bonecos e lendo histórias sem textos.
No 3º Projeto – Construções coletivas, encontram-se sugestões de atividades como: calendário coletivo; quadro com dados numéricos dos alunos; construindo objetos com sucatas; montando uma bandinha além de texto relacionado a construção de jogos onde explana sobre a importância do mesmo no desenvolvimento intelectual, motor e afetivo das crianças.
Oficinas versa sobre: Oficina de trabalho para festas e datas comemorativas e Artes na Educação Infantil. As oficinas de trabalho para festas e datas comemorativas consiste em propostas de encaminhamento de atividades, entre as quais se encontram, além de textos informativos: criação de objetos, confecção de álbuns, cartões, cartazes, máscaras, enfeites e recordações, reciclagem de papel, preparo de ovos de chocolate, construção de árvore de Natal com material alternativo etc.

Resumo do Livro de Paulo Freire Pedagogia da Autonomia.

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA: saberes necessários à prática educativa. Paulo Freire.
Introdução
Na introdução do livro ,Freire, esclarece o público alvo (docentes formados ou em formação), insistindo que formar um(a) aluno(a) é muito mais que treinar e depositar conhecimentos simplesmente e, ainda que, para formação, necessitamos de ética e coerência que precisam estar vivas e presentes em nossa prática educativa, pois esta faz parte de nossa responsabilidade como agentes pedagógicos. Ele fala da esperança e do otimismo necessários para mudanças e da necessidade de nunca se acomodar, pois "somos seres condicionados, mas não determinados". Paulo Freire apresenta três temas básicos para construir a Pedagogia da Autonomia, que leva à formação para vida, são eles: a) não há docência sem discência; b) ensinar não é transferir conhecimento e; c) ensinar é uma especificidade humana. O tema central da obra é “a formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativa progressiva em favor da autonomia do ser dos educandos”.
1°. Não há docência sem discência- “dosdicência”
Freire aponta que existem diferentes tipos de educadores: críticos, progressistas e conservadores, mas, apesar destas diferenças, todos necessitam de saberes comuns tais como:
• conseguir dosar a relação teoria/prática; • criar possibilidades para o(a) aluno(a) produzir ou construir conhecimentos, ao invés de simplesmente transferir os mesmos; • reconhecer que ao ensinar, se está aprendendo; e não desenvolver um ensino de "depósito bancário", onde apenas se injetam conhecimentos (informações) nos alunos! Saber “despertar no aluno a curiosidade, a busca do conhecimento, a necessidade de aprender de forma crítica”.
Destaca a necessidade de uma reflexão crítica sobre a prática educativa, pois sem ela a teoria pode ir virando apenas discurso; e a prática, ativismo e reprodução alienada. Quando diz que não há docência sem discência, quer dizer que: quem ensina ‘aprende o ensinar’, e quem aprende ‘ensina o aprender’, sendo este posicionamento muito importante para o autor.
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Desse modo, deixa claro que o ensino não depende exclusivamente do professor, assim como aprendizagem não é algo apenas de aluno, as duas atividades se explicam e se complementam; os participantes são sujeitos e não objetos um do outro.
Aprendendo socialmente h e mulheres descobriram que é possível ensinar
Procura também mostrar que a teoria deve ser coerente com a prática do professor, que passa a ser um modelo e influenciador de seus educandos: não seria convincente falar para os alunos que o alcoolismo faz mal à saúde e tomar bebidas alcoólicas, deve-se ter “raiva” da bebida, pois a emoção é o que move as atitudes dos cidadãos. Várias vezes, o autor fala da “justa raiva” que tem um papel altamente formador na educação. Uma raiva que protesta contra injustiças, contra a deslealdade, contra a exploração e a violência. Podemos definir esta “justa raiva” como aquele desconforto que sentimos mediante os quadros descritos acima. 1.1 Ensinar exige rigorosidade metódica.
O educador comprometido com sua proposta de educação deve afirmar a rigorosidade do método com o qual trabalha, tendo clareza em seus objetivos e com um discurso que não pode ser diferente da prática. A educação democrática não pode usar o método transferidor, não pode limitar o ensino à transferência de conteúdos verificada na definição de educação bancária. Uma das principais obrigações é o ensinar a pensar certo o que não quer dizer que o ensinado vai ser o que o professor tem como certo, como sua verdade, mas sim, dialogar sobre essas possíveis verdades. Tanto educador quanto educando devem ser sujeitos na construção do conhecimento. “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Educador e educando devem negar a passividade, o “depósito” de conteúdos em um “recipiente vazio”. Educar é substantivamente formar.
Só quem pensa certo, mesmo que as vezes pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo. Uma das condições para isto é não estarmos demasiados certos de nossas certezas.
1.2 Ensinar exige pesquisa. De acordo com Paulo Freire, não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. O professor tem que ser pesquisador. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. É preciso pesquisar para se conhecer o que ainda não se conhece e comunicar ou anunciar novidades. Há o dever de respeitar os saberes do educando e os das classes populares. É preciso discutir com os alunos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina, a realidade, a violência, a convivência das pessoas, implicações políticas e ideológicas. O conhecimento da realidade é muito importante. Freire afirma que não há distância entre ingenuidade e criticidade; ao ser curioso, há crítica. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos. O professor, assim como o aluno, é movido pela curiosidade. Para o autor, o pensar certo, do ponto de vista do professor, implica no respeito ao senso comum existente no educando, durante o processo de sua necessária superação. O respeito e o estímulo à capacidade criadora do educando contribuirão para que ele possa sair da consciência ingênua e passe a ter uma consciência crítica. 1.3 Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. É preciso estabelecer uma intimidade entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos. Respeitar e utilizar esses saberes. 1.4 Ensinar exige criatividade. A curiosidade é inerente ao processo de ensino-aprendizagem. Não há criatividade sem curiosidade. 1.5 Ensinar exige estética e ética. Se, se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é formar.
1.6 Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo. A prática educativa em si deve ser um testemunho rigoroso de decência e de pureza, já que nela há uma característica fundamentalmente humana: o caráter formador. Para isso, o professor deve se utilizar, como diz Freire, da corporeificação das palavras, como exemplo, e ainda destaca a importância de propiciar condições aos educandos, em suas relações uns com os outros ou com o professor, de treinar a experiência de ser uma pessoa social, que pensa, se comunica, tem sonhos, que tem raiva e que ama. Isto despe o educador e permite que se rompa a neutralidade do mesmo. Com esta postura o autor quer dizer que a educação é uma forma de intervenção no mundo, que não é neutra, nem indiferente.
Vc sabe com quem está falando?
1.7 Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação.
Pensar certo é fazer certo, é ter segurança na argumentação é saber discordar do seu oponente sem ser contra ele ou ela, sem qualquer tipo de discriminação. Ao educador, cabe desafiar o educando e produzir sua compreensão do que sendo comunicado. 1.8 Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática. A prática docente crítica envolve o movimento dinâmico e dialético entre o fazer e o pensar sobre o fazer. O “pensar certo” tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador. Na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática (práxis). É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.
Na prática de não fumar, opto, decido; nesta prática assumo risco e aí se concretiza materialmente!
1.9 Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural. Ao nos assumirmos não estamos excluindo os outros, significa assumir-se como ser histórico e social, pensante, transformador e criador. A questão da identidade cultura é fundamental na prática educativa e tem a ver diretamente com assumir-nos enquanto sujeitos. A construção de um saber junto ao educando depende da importância que o educador dá a parte social, à comunidade à qual ele trabalha para conseguir aproximar os contextos a realidade vivida, compondo assim um dialogo aberto com o aluno. Dado o exposto, Freire simplifica: “não há docência sem discência”.
ir além dele. Esta é a diferença entre o ser condicionado e o ser determinado
2 - Ensinar não é transferir conhecimentos. Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. 2.1 Ensinar exige consciência do inacabamento. Onde há vida, há inacabamento. Mas só entre homens e mulheres o inacabamento se tornou consciente. A História de qual fazemos parte é um tempo de possibilidades, não de determinismo. 2.2 Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado. Somos seres condicionados, mas conscientes do inacabamento, e, por isso, sabemos que podemos Dito em poucas palavras por Freire: “o que está condicionado, mas não determinado”. Nossa presença no mundo não é a de quem nele se adapta mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da História. Assim como as barreiras são difíceis para o cumprimento de nossa tarefa histórica de mudar o mundo, sabemos também que os obstáculos não são eternos. Assim, homens e mulheres se tornam educáveis na medida em que se reconheceram inacabados. Não foi a educação que fez mulheres e homens educáveis, mas a consciência de sua inconclusão. Passamos assim, a ser sujeitos e não apenas objeto da nossa história, pois não devemos ver situações como fatalidades e sim estímulo para mudá-las. 2.3 Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando. O respeito à autonomia e à dignidade de cada um, é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. Saber que devo respeito a autonomia e a identidade do educando, exige de mim uma prática que seja em tudo coerente com este saber. 2.4 Ensinar exige bom senso. Quanto mais praticamos de forma metódica a nossa capacidade de indagar, duvidar, de aferir, tanto mais eficazmente curiosos podemos nos tornar e com isso o nosso bom senso pode ir se tornando mais crítico. O exercício do bom senso vai superando o que há nele de instintivo por meio da avaliação que fazemos dos fatos e dos acontecimentos em que nos envolvemos. O educador precisa do bom senso em seu trabalho. 2.5 Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores.
A luta dos professores em defesa de seus direitos e de sua dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática docente, enquanto prática ética. Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas algo que faz parte dela. Uma das formas de luta contra o desrespeito dos poderes públicos pela educação, de um lado, é a nossa recusa em transformar nossa atividade docente em puro bico, e de outro, a nossa rejeição a entendê-la e a exercê-la como prática afetiva de “tias e de tios”. 2.6 Ensinar exige apreensão da realidade. A capacidade de aprender, não apenas para nos adaptar, mas sobretudo para transformar a realidade para nela intervir, recriando-a, fala de nossa educabilidade a um nível distinto do nível do adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas. Aprender, para nós, é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito. Portanto é importante que a realidade seja sempre um dado presente no processo ensino-aprendizagem. 2.7 Ensinar exige alegria e esperança. Há uma estreita relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança. A esperança faz parte da natureza humana. A esperança de que (juntos) professor e alunos podem aprender, ensinar, produzir, e, juntos igualmente resistir aos obstáculos é a nossa alegria. O ensinar busca a conscientização das pessoas, pois o ser humano que tenha esperança é capaz de mudar realidades. A desesperança é a negação da esperança. A esperança é um condimento indispensável à experiência histórica, sem ela não haveria História, mas puro determinismo. 2.8 Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível. Aqui, Freire, fala da necessidade de não aceitar o determinismo como um modo de explicação das desigualdades no mundo, mas como sujeitos interventores. Não visa a adaptação e sim a intervenção (mudança) na realidade. Como educadores devemos conhecer nossos alunos, não podemos desconsiderar os saberes dos grupos populares e a realidade histórico-político- social vivida por eles, pois todos estão inseridos num ciclo de aprendizagem. A essa atitude, corresponde a expulsão do opressor de dentro do oprimido. Mudar é difícil mas é possível, e a partir disto vamos programar nossa ação político-pedagógica. EX: o que nos traz o conhecimento sobre a realidade dos terremotos. 2.9 Ensinar exige curiosidade. O exercício da curiosidade convoca a imaginação, a intuição, as emoções, a capacidade de conjeturar, de comparar. O fundamental é que professores e alunos saibam que a postura deles (professor e alunos), é dialógica, ou seja, aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou enquanto ouve. O que importa é que professor e alunos se assumam epistemologicamente1 curiosos. Mas, não podemos esquecer, que a curiosidade, assim como a liberdade deve estar sujeita a limites eticamente assumidos por todos. Minha curiosidade não tem o direito de invadir a privacidade do outro e expô-la aos demais.
3. Ensinar é uma especificidade humana Neste capítulo, Freire mostra a necessidade de segurança, do conhecimento e da generosidade do educador para que tenha autoridade, competência e liberdade na condução de suas aulas. Homens e mulheres são seres programados, mas, programados para aprender. 3.1 Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade. A segurança da autoridade docente implica numa outra, a que se funda na sua competência profissional. Nenhuma autoridade docente se exerce ausente desta competência. O professor que não leve a sério sua formação, que não estude, que não se esforce para estar a altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe; a incompetência profissional desqualifica a autoridade do professor.
Epistemologia:conjunto de conhecimentos que têm por objeto o conhecimento científico, visando a explicar os seus condicionamentos (sejam eles técnicos, históricos, ou sociais, sejam lógicos, matemáticos, ou lingüísticos), sistematizar as suas relações, esclarecer os seus vínculos, e avaliar os seus resultados e aplicações. Dic. Aurélio.
O caráter formador do espaço pedagógico é autenticado pelo clima de respeito existente. Este clima nasce de relações sérias, humildes, generosas, em que a autoridade docente e as liberdades dos alunos se assumem eticamente. O ensino dos conteúdos implica o testemunho ético do professor. É impossível separar o ensino dos conteúdos da formação ética dos educandos, a teoria da prática, a autoridade da liberdade, a ignorância do saber, o respeito ao professor do respeito aos alunos, o ensinar do aprender. Como professor, não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha. Defende a necessidade de se exercer a autoridade com a segurança fundada na competência profissional, junto à generosidade. 3.2 Ensinar exige comprometimento Freire ressalta aqui a importância de aproximar o discurso do desempenho, o discurso teórico à prática pois afinal o professor é o exemplo para os alunos. O docente pode desconhecer algumas coisas mas tem que saber muito sobre seu trabalho, deve estar sempre preparado. Ensinar exige comprometimento, sendo necessário que se aproxime cada vez mais os discursos das ações. Sendo professor, é necessário conhecer o que ocorre no espaço escolar e estar ciente de que a sua presença nesse espaço não passa desapercebida pelos alunos.
3.3 Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no Mundo. A educação jamais é neutra, ela pode implicar tanto o esforço da reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Para Freire, a Pedagogia da Autonomia deve estar centrada em experiências estimuladoras da decisão, da responsabilidade, ou seja, em experiência respeitosas da liberdade. Para isso, ao ensinar, o professor deve ter liberdade e autoridade, em que a liberdade deve ser vivida em coerência com a autoridade. O professor como ser político, emotivo, pensante não pode ser imparcial em suas atitudes, deve sempre mostrar o que pensa, apontando diferentes caminhos, evitando conclusões, para que o aluno procure a qual acredita, com suas explicações, se responsabilizando pelas conseqüências e construindo assim sua autonomia. Para que isso ocorra deve haver um balanço entre autoridade e liberdade. Deste modo, destaca-se que somente quem sabe escutar é que aprende a falar com os alunos. Finaliza dizendo que a atividade docente é uma atividade alegre por natureza, mas com uma formação científica séria e com a clareza política dos educadores. Foi somente a percepção de que homens e mulheres são seres “programados, mas para aprender” e conseqüentemente para ensinar, conhecer e intervir, que faz o autor entender a prática educativa como um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia de educadores e educandos, não somente transmitindo conteúdos, mas redescobrindo, construindo e ressignificando, ou seja, dando um novo significado a estes conhecimentos, além de transcenderem e participarem de suas realidades históricas, pessoais, sociais e existenciais. Mesmo com todas as dificuldades para se educar, isto é, condições de trabalho,salários baixos, descasos, formas de avaliação, ainda há muitos professores exercendo sua função de maneira eficaz. Com certeza, isso se deve ao que o autor chama de vocação, que significa ter afetividade, gostar do que faz, ter competência para uma determinada função, com isso muita coisa pode ser mudada através da prática educativa.

Paulo Freire

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.
Paulo Freire

sexta-feira, 29 de março de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Recado

Oi pessoal, me desculpe se não ajudei alguém  mas estou trabalhando demais , deixo meu Email porque sempre dou uma revisada e fica mais fácil para eu responder logo.
taniatask@yahoo.com.br.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Agradecimentos.

Pessoal obrigado pelo carinho de todos eu espero ter podido ajudar todos vocês com as minhas dicas.
Se alguém não foi correspondido com o mesmo peço desculpas.
Espero que todos consigam atingir seus objetivos e boa sorte.

Tânia.