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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Exemplo de um Tcc projeto.

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Tema: Educação infantil e creche.
 Como são as crianças que começam sua educação em uma creche e quais os pontos positivos e os negativos para aquela criança que não freqüentou uma creche.

Problema: Qual a importância de freqüentar creches na vida das crianças?

Objetivos: Pesquisar e analisar crianças que freqüentam a creche e como é seu desenvolvimento psicomotor, pedagógico entre outros.
 Identificar possíveis dificuldades entre as crianças freqüentadoras e não freqüentadoras quais são as diferenças entre elas.

Justificativas: Pretendo analisar crianças que freqüentam ou freqüentaram creches e como foram seus desenvolvimentos e assim poder compará-las com crianças que não foram para a creche e se estas tiveram os mesmos desenvolvimentos. Por que a educação infantil a meu ver começa na creche e ela é muito significativa para um bom desenvolvimento para a criança.
           Na creche/escola, ela conviverá com outras crianças da mesma faixa etária, que poderão apresentar comportamentos e atitudes, muitas vezes, diferentes das suas. Nesse novo ambiente, ela encontrará normas e regras, nem sempre as mesmas com as quais está habituada; terá novos aprendizados, inclusive o de compartilhar com outros o mesmo brinquedo. É uma nova etapa do seu processo de individualização, o qual a acompanhará ao longo da vida, através da ampliação constante de novas experiências. A creche é um continente, um universo que promove uma construção da rede de cuidados sobre toda a família.   
        Tem a função de educar, conduzir ao exterior, otimizar a criança para que ela possa desenvolver seu próprio ponto de vista.
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      Tem que permitir a narrativa corporal, a subjetivação da criança, que é o seu desenvolvimento cognitivo, por via corporal e da fala. Tudo isso começa com um bom educador ao qual vai ser muito positivo para essas crianças.
            O educador deve:
- Permitir o desenvolvimento de relações de confiança e de prazer através de atenção, gestos, palavras e atitudes; 
- Estabelecer limites claros e seguros que permitam à criança sentir-se protegida de decisões e escolhas para as quais ela ainda não tem maturidade suficiente; 
- Permitir o desenvolvimento de autonomia e autoconfiança sempre que possível; 
- Ser verbalmente estimulante, com capacidade de empatia e de responsabilidade, promovendo a linguagem da criança através de interações recíprocas e o seu desenvolvimento sócio-emocional; 
- Através de observações cuidadosas, conhecimento e uso imaginativo de diferentes recursos, oferecerem atividades interessantes e envolventes que permitam à criança oportunidades de concentração, descoberta e de júbilo pelo sucesso e vitória; 
- Ser capaz de articular o jogo e as necessidades das crianças.
A partir deste contexto a criança fica mais preparada para sua realidade escolar e com certeza mais segura quando entra nesta face.

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A educação infantil cresce de forma acelerada no mundo inteiro em
função de:


a necessidade da família de uma instituição que se encarregue do cuidado e da educação de seus filhos pequenos
· os argumentos advindos das ciências que investigam o processo de desenvolvimento humano que indicam a primeira infância como período crítico desse processo;
a compreensão de que o ser humano tem direito ao cuidado e à
educação desde o nascimento, sendo a educação elemento constitutivo da pessoa;
o direito dos trabalhadores, pais ou responsáveis, à educação de seus
filhos e dependentes de zero a seis anos,
aumento do número médio de anos de estudos / escolaridade / nível de
instrução, da qualidade do emprego, do nível de renda, da produtividade e da saúde dos futuros adultos e de suas famílias;
redução dos índices de fracasso escolar (repetência), de fertilidade, de
pobreza, de criminalidade, de delinqüência e de pessoas assistidas pelo serviço social.

São as razões de ordem econômica (incorporação da mulher ao mudo do trabalho) e social (níveis de pobreza da população) as que mais têm pesado na expansão da demanda por educação infantil e no seu atendimento por parte do Poder Público.
No Brasil, a educação das crianças menores de 7 anos tem uma história de cento e cinqüenta anos. Seu crescimento, no entanto, deu-se principalmente a partir dos anos 70 e vem se acelerando.

Tendo em vista tudo isso vem à importância da creche já que é um lugar a onde os pais saem para trabalhar e deixam seus filhos.

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Cresce o número de pais que trabalham fora e dependem da creche ao qual serve para os primeiros passos para a aprendizagem entre outros fatos importantes.
A creche é uma instituição educacional, onde a criança participa de atividades que estimulam o desenvolvimento infantil e a aprendizagem, fase preparatória para a alfabetização. “Por isso o governo vem investindo na atualização dos profissionais da Educação, para ampliar conhecimentos e aperfeiçoar práticas pedagógicas, medido que melhoram a qualidade do ensino e o desempenho dos alunos”.
        Capacitar os dinamizadores de educação infantil para que, além dos cuidados básicos de alimentação, higiene e sono das crianças matriculadas nas creches municipais ou particulares, também promovam ações orientadas que estimulem a aprendizagem, este é um dos principais objetivos de uma boa creche.


Cronogramas: Será realizado mensalmente

Tcc :Desenvolvimento. Artigo Completo

          1-INTRODUÇÃO

A intenção deste trabalho é o de pesquisar e analisar o desenvolvimento da criança na educação infantil e o que representa para ela e para os pais.
Sua passagem pela creche e pré-escola pode ser uma fase muito importante para seu bom desenvolvimento infantil.
É nos primeiros anos de vida que se definem o potencial de aprendizado, a estabilidade emocional, valores e diversas habilidades. Vários estudos mostram que quanto mais cedo à criança começa a freqüentar a escola, maior a possibilidade de que tenha um bom futuro.
 A creche e a pré-escola também colaboram com as mães: com o filho na escola desde cedo, elas podem trabalhar e garantir um aumento de renda (além de que, muitas vezes, a mãe é solteira e, portanto, a única fonte de renda da família).
O momento da inserção da criança nas creches às vezes é dolorido para os pais e para as crianças esta separação no começo é difícil, mas ao longo do tempo traz muitas compensações por isso é importante a inserção também dos pais na instituição a fim de compartilhar este novo processo juntos.
Através dos estágios supervisionados na educação infantil surgiu a idéia deste tema que nos dias de hoje beneficiam muitos os pais e as crianças.















          2- A EDUCAÇÃO COMEÇA NA CRECHE.
        
 Neste trabalho a base principal e o objetivo são de que a educação infantil começa na creche e que esta se constitui em um espaço de aprendizagem que busca favorecer o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, sócio-afetivas e intelectuais da criança.
           As concepções sobre infância e o olhar so­bre como a criança se desenvolve e aprende mudaram bastante nos últimos anos. Estas mudanças ocorreram em grande parte por exigências sociais que transformaram os pa­péis sociais dos homens e mulheres e, conseqüentemente, fizeram emergir instituições que compartilham com as famílias a edu­cação das crianças pequenas em ambientes coletivos. Nem sempre é fácil, mas estudos mostram que quanto mais cedo à criança interagir com outras crianças mais confiantes elas ficaram, sendo assim conseqüentemente isto só trarão benefícios as crianças.
           O que é a creche? Um ambiente espaçoso, atraente, almofa­das, obstáculos macios e seguros, túneis de tecidos e caixas de papelão, espelhos no rodapé da sala, cantinhos aconchegantes, li­vros e brinquedos, móbiles e brincadeiras com água, painéis de azulejos para pintura, objetos e materiais de diferen­tes texturas, cheiros e cores... Nesse espaço, organizam-se tempos e atividades para aco­lher e educar crianças de zero a três anos de idade.
             Há poucas décadas, era impossível pensar na creche como um ambiente assim. Eram prin­cipalmente os berços que tomavam conta de toda a sala. Não que eles não sejam neces­sários, mas seus lugares e a centralidade na creche foram aos poucos sendo dimensiona­dos frente às novas concepções de criança e de educação coletiva de bebês e crianças bem pequenas em espaços coletivos.
Nos dias de hoje na creche, essa visão passa a disputar com formas tradicionais de educar e cuidar os bebês e nos remete a novos modos de orga­nização dos ambientes, de rotinas, de intera­ção com as crianças pequenas.
 O ambiente de aprendizagem favorável emerge quando o professor é sensível às potencialidades in­terativas das crianças, às suas falas, aos bal­bucios, aos gestos, às movimentações e aos modos como se relacionam com o mundo, como este trabalho é o começo na educação infantil ressalto muito a creche entre eles os bebes.
Neste ambiente o professor tem o poder de organizar para as crianças vivências ao longo de todo o dia; vivências com o mundo físico e sensorial e vivências com o ambiente social.
A ampliação do entendimento acerca do pa­pel peculiar da creche em relação a outros contextos de educação da criança aponta assim para um modelo que profissionaliza suas práticas. Essa função formadora de sujeitos históricos e culturais também se verifica na valorização atual das aprendiza­gens que ocorrem nas relações estabeleci­das entre as crianças.
Também são organizados os tempos e atividades que promovem a interação das crianças de mesma idade, assim como de crianças de idades diferentes, gerando opor­tunidades interativas complexas.
 Tudo isso proporciona a criança uma interatividade e propostas concretas a uma possível socialização, mesmo sendo pequenos entendem o significados das coisas.
         Ao longo dos últimos anos, tem crescido a consciência coletiva acerca das necessida­des educativas das crianças de 0 a 3 anos e as creches têm se consolidado como tempo/espaço construído culturalmente para pos­sibilitar a ampliação das experiências assim como o desenvolvimento das potencialida­des cognitivas, estéticas, sociais e relacio­nais da criança em grupo.
        É através de todo este trabalho que podemos ver e se conscientizar da importância da educação infantil, os benefícios que trazem para as crianças e para os pais.
     Vivemos hoje com mudanças significativas no que diz respeito ao funcionamento e estrutura familiar. Em decorrência destas mudanças, principalmente no que diz respeito à educação de crianças pequenas, nossa sociedade tem se organizado de maneira a atender estas novas demandas. Neste cenário, considera-se a importância de creches e pré-escolas não só como parte da educação básica (LDB, 1996), mas também como uma política que atua como apoio às famílias.
O que pensa os pais quando resolvem que o melhor é levar seu filho para uma escolinha e quais seriam as principais vantagens? Logo pensam em que as escolas são espaços de socialização, onde a criança vai conviver com grupos, adultos e crianças diferentes do seu universo pessoal, com outros hábitos e valores, e que poderá ampliar seu universo cultural.
O trabalho educativo oferecido nas escolas - isso é lei - visa o cuidado e a educação, e traz atividades em várias áreas do desenvolvimento, como música, movimento, artes, brincadeiras, conhecimento social e do mundo, além de estimular o crescimento, independência e autonomia da criança; com tudo isto pesquisado pelos pais eles acabam tendo uma visão positiva da escolinha e ficam confiantes e seguro ao deixar seus filhos sem receio, sabendo estar fazendo o melhor.
           Muitos pontos positivos a creche ou a escolinha de educação infantil proporciona a criança porque é na escola que até a brincadeira tem intenção educativa.
A criança tem momentos para brincar de forma livre e dirigida, e todos estes momentos servem como ferramentas de avaliação sobre o crescimento infantil.
Ela, a criança receberá todos os cuidados necessários para seu desenvolvimento, como higiene, alimentação, carinho, e estimulação física desde bebê e pode ser estimulada a aprendizagem, desde o berçário, com profissionais qualificados, e respeitando as características de cada criança;
O quanto é importante ensinar a criança a ter rotina e horários definidos, o que é muito importante para ela, que está aprendendo a construir noção de tempo e organização e isto traz objetivos concretos tanto para os pais quanto para a criança.
Trabalhando, pesquisando e analisando tais assuntos podemos tirar conclusões muitos positivas referente ao assunto e conhecer a magia da educação infantil mesmo com seus altos e baixos e que possa deixar muito a desejar para uma criança ao qual ainda não conhece este mundo mágico com sua pouca idade e talvez nunca chegasses a conhecer.
Estudos mostram que as crianças que freqüentam a escola mais cedo se desenvolvem e aprendem mais. A melhor hora para aprender é durante os primeiros anos de vida, idade em que o cérebro mais produz sinapses, preparando a estrutura mental que vai funcionar para o resto da vida.
         Os pesquisadores afirmam que a Educação Infantil é à base de tudo. Não só é o melhor momento para aprender como ajuda o aluno a ter um bom desempenho  de aprendizagem escolar, melhorando  o seu rendimento escolar no ensino fundamental e médio.



           2-1 A criança e a creche: um direito ou uma necessidade?

Em decorrência da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, a Declaração Universal dos Direitos da Criança - aprovada pela Assembléia Geral da ONU em 20 de novembro de 1959, no “Direito à educação gratuita e ao lazer infantil - Princípio VII”, a criança é contemplada como ator social pleno, sujeito de direitos, ou seja, cidadã:

            A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. A criança tem direito a uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita – em condições de igualdade de oportunidade – desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral, chegando a ser um membro útil à sociedade. O interesse superior da criança deverá ser o interesse diretor daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais.
         A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras, os quais deverão estar dirigidos para a educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.

          Para a sociedade um direito e para muitos pais uma necessidade porque podem trabalhar com tranqüilidade e seus filhos têm o cuidar e o educar.
            As práticas desenvolvidas entre adultos e crianças de zero a três anos, no contexto das creches, são relações humanas permeadas por múltiplas influências. Dentre elas, podemos destacar diversos aspectos interligados, tais como os princípios e valores constituídos em uma esfera cultural, no interior das famílias e das comunidades locais; os movimentos sociais que fortaleceram esta instituição como um local de referência para mulheres trabalhadoras e seus filhos; e, ainda, as contribuições de estudiosos e pesquisadores, que definem tendências teóricas que irão contribuir para a construção dos modelos educacionais adotados.
        Como decorrências desta determinação diversa definem-se - ao longo da história, ou mesmo concomitantemente - diferentes funções para as creches no contexto da sociedade brasileira: como recurso que beneficia a mãe trabalhadora, ou como instrumento social para prevenir o fracasso escolar das crianças mais pobres, ou ainda como uma instância educativa, que contribuiria para uma sociedade mais justa e um exercício de cidadania em prol da população infantil.     
 Tendo em vista todos estes argumentos podemos ver que as creches nasceram para dar resposta às necessidades da população, principalmente às mães trabalhadoras ao qual não aonde deixar seus filhos, mas também com a satisfação de que a creche é muito mais do que uma prestação de cuidados e está oferece  a seu filho um ambiente de qualidade adequado ao seu desenvolvimento; proporcionando atividades/estratégias que possibilitem a exploração dos seus sentidos e estimulem a sua curiosidade, promovendo o desenvolvimento das suas aprendizagens. 
             Sabemos que hoje A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), tendo como finalidade o desenvolvimento integral de crianças de zero a seis anos em creches e pré-escolas, compreendendo os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais. De acordo com os Referenciais Curriculares Nacionais de Educação Infantil (1998), está designado às creches o atendimento para crianças de zero a três anos, podendo se estender até quatro anos e meio em alguns municípios, se assim for necessário. 
A creche entendida como uma instituição educativo-profissional torna-se o primeiro local onde a criança vivencia situações de inclusão. Desde os momentos assistenciais (alimentação, higiene, descanso), até as brincadeiras e atividades pedagógicas, a criança estará participando de escolhas que incluem ou excluem objetos e/ou pessoas. Nossa sociedade gira em torno dessas situações, devido às escolhas que fazemos a partir daquilo que nos interessa. Uma Educação Infantil de qualidade requer acima de tudo experiências significativas para as crianças, pois estas determinam o intercâmbio dela com o mundo, absolutamente necessário para a vida e o viver de qualquer cidadão.
Segundo Piaget (1988), falar em direito à educação é, em primeiro lugar, reconhecer o papel indispensável dos fatores sociais na própria formação do indivíduo.
A educação é condição necessária ao desenvolvimento natural deste, pois ele não poderia adquirir suas estruturas mentais mais essenciais sem uma contribuição exterior.
Portanto, afirmando o direito à educação da criança de zero a seis anos de idade, afirmamos também a obrigação de buscarmos os meios de estimulação e os ambientes adequados ao favorecimento do seu desenvolvimento em todas as áreas e em toda a sua potencialidade. Entendemos que as creches e pré-escolas têm uma função de complementar e não de substituir a família como na maioria das vezes é entendido. Juntas, família, escola e comunidade poderão oferecer o que a criança necessita para o seu pleno desenvolvimento e para a sua felicidade.





      


















                                                    
                                               

                                                          CONCLUSÃO
Este trabalho de desenvolvimento sobre o tema escolhido foi muito importante para a compreensão do espaço e do trabalho sobre as crianças e sua educação, como começa e como é ao decorrer do tempo.
Com as leis definidas ao favor da criança nos mostra o caminho a seguir.
Nos dias de hoje os pais já consegue saber e reivindicar seus direitos para que seu filho possa ter uma educação de qualidade e o mais importante desde cedo.
A importância de a criança freqüentar uma escolinha o quanto mais cedo melhor, proporcionando uma educação mais abrangente e é desde cedo que se aprende.
E que com certeza a educação infantil começa a partir de zero a seis anos em uma escolinha de educação infantil sendo este particular ou do estado.
Mas também com a satisfação de que a creche é muito mais do que uma prestação de cuidados e está oferece a criança um ambiente de qualidade adequado ao seu desenvolvimento; proporcionando atividades/estratégias que possibilitem a exploração dos seus sentidos e estimulem a sua curiosidade e mais importante ajuda aos pais a trabalharem com mais confiança e acreditando estar fazendo o melhor para o seu filho.


















                                          REFERÊNCIAS

        BRASIL, (1997) Ministério da Educação e do Desporto. Plano Nacional de Educação. Brasília, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

        Portal. Mec.gov.br.
        
        Revista escola. abril.com. br. 2009
       
        www.bancodeescola.com/infancia_creche.htm

        PIAGET, J. Para  onde vai à educação? São Paulo: José Olympio, 1988

Mais dicas...( é possível a criança aprender brincando)

Os pesquisadores do brincar consideram que este mobiliza múltiplas aprendizagens, sendo indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. Na brincadeira, a criança cria outros mundos e se comporta além do habitual e cotidiano. A criança vivencia-se no brinquedo como se ela fosse maior do que é na realidade. (VYGOSTKY, 1987, p.117)

Maluf (2003, p.21) afirma que: “Quando brincamos exercitamos nossas potencialidades, provocamos o funcionamento do pensamento, adquirimos conhecimentos e estresse ou medo, desenvolvemos a sociabilidade, cultivamos a sensibilidade, nos desenvolvemos intelectualmente, socialmente emocionalmente.”
Segundo Kishimoto (1999), o desenvolvimento da criança deve ser entendido como um processo global, pois quando corre, pula, ela desenvolve sua motricidade e, paralelamente, é um desenvolvimento social, pois brinca com parceiros, obedece as regras, recebe informações e estabelece relações cognitivas, tornando-se assim, um ser humano inteiro.
Constatou-se, nesses estudos, que as brincadeiras são fonte do desenvolvimento cognitivo e, também, uma forma de autoexpressão, pois as crianças descobrem suas sensibilidades, habilidades, visualizam suas funções e responsabilidades, aprendem a dividir tarefas com o outro, desenvolvendo, assim,  colaboração.
Através das brincadeiras, as crianças se apropriam do mundo a sua volta, construindo a  sua própria realidade, dando-lhe   um significado.
Na teoria que embasa o brincar há muito conflito sobre o significado das palavras:  brinquedo, brincadeira e jogo.
Maluf (2003) pondera que: “O brinquedo não é apenas um objeto que a criança usa para se divertir e ocupar o seu tempo, mas é um objeto capaz de ensinar e de  torná-la feliz ao mesmo tempo.”
O brinquedo é um importante artefato cultural que gera aprendizagens. Ao se utilizar brinquedos de várias formas e diferentes tamanhos, a criança tem a oportunidade de conhecer a sua cultura e trabalhar semelhanças e diferenças, enfim, abstrair, classificar e simbolizar.
Em relação à brincadeira, Vygotsky (1991, p.35) afirma que:
É uma atividade humana criadora, na qual a imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ações pelas crianças, assim, como de novas formas de construir relações sociais com os outros sujeitos, crianças e adultos.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p.13) ressalta que: A brincadeira favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. Brincar contribui, assim, para a interiorização de determinados modelos de adultos, no âmbito de diversos grupos sociais. Essas significações atribuídas ao brincar transformam-no em um espaço singular de contribuição infantil.
 Piaget classifica o jogo infantil em três categorias: De exercício: caracteriza se pela repetição de uma ação pelo prazer que ela proporciona e é uma das primeiras atividades lúdicas do bebê; Simbólico: envolve o faz-de-conta, a representação; De regras: é o que exige que os participantes cumpram normas e passem a considerar outros fatores que influenciam no resultado como, atenção, concentração, raciocínio e sorte.
Em seus estudos sobre jogos, Vygostky (1896- 1934) deu ênfase aos jogos de representação. Ele considera que: “Não existe brincadeira sem regras, partindo do princípio de que os pequenos se envolvem nas atividades de faz-de-conta para tentar entender o mundo em que vivem, para isso usam a imaginação.”
Sendo assim, os estudos de Piaget e Vygostky levam a refletir sobre o significado do jogo simbólico e do brinquedo na infância. O lúdico propicia à criança o desenvolvimento das estruturas cognitivas, a construção de personalidade, o intercâmbio do cognitivo com o afetivo, o avanço nas relações interpessoais, nas interações e no conhecimento lógico matemático, a representação do mundo e o desenvolvimento da linguagem.
pedagogiadavirtualidade.wordpress.com













Dicas de citações para seu trabalho ( é possível a criança aprender brincando ).

Atividade lúdica: uma forma de ensino
    As atividades motoras, desenvolvidas através de propostas de ensino da Educação Física podem permitir a abertura às experiências dos alunos e uma formação para cidadania, destacando-se, sobretudo, as questões morais, sua prática pedagógica e a forma de conduzir e propor as situações de ensino e aprendizagem por meio das atividades, procurando captar as perspectivas de descoberta através da proposição de conflitos, a tomada de consciência, as relações entre o fazer e compreender (FREIRE, 2002).
   
 Para muitas crianças a aula de Educação Física é o momento mais prazeroso e desejado da rotina escolar, é a oportunidade para o movimento, o grito, o abraço, o entusiasmo, o momento de dispersão. Por estes momentos prazerosos, será que em outras disciplinas também não é possível usar o corpo e o movimento como recurso ou linguagem de comunicação de conteúdos? Talvez o aluno que realmente aprendeu história poderia falar de seus saberes com a linguagem corporal; ou usar a coreografia do movimento, a magia da mímica para explicar teorias... Até quando o encantamento das quadras não pode invadir a sala de aula e os saberes cognitivos serem procurados na quadra? (ANTUNES, 2002).
   

    
De acordo com Platão, a criança aprende através de jogos: se "ensina(va) matemática às crianças em forma de jogo e preconizava que os primeiros anos das crianças deveriam ser ocupados com os jogos educativos" (AGUIAR, 1998, p.36). A importância da criança aprender com o lúdico é muito bem focado por outros autores, sendo um deles Silva (2005; 2006), que afirma: "A importância dos jogos no desenvolvimento da criança tem que ser enfatizados" (SILVA, 2005, p. 22). É através destes momentos que a Educação Física pode trazer benefícios a estas crianças; uma vez que possibilita o desenvolvimento de habilidades e oportunidade para o aprendizado. Froebel apud AGUIAR (1998, p.36) foi o primeiro pedagogo a "incluir o jogo no sistema educativo, acreditava que a personalidade da criança pode ser aperfeiçoada e enriquecida pelo brinquedo".
   
 Conseqüentemente, as crianças aprendem através do brincar: admirável instrumento para promover a educação, o jogo é um artifício que a natureza encontrou para envolver a criança numa atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental. "A criança que joga acaba desenvolvendo suas percepções, sua inteligência, suas tendências à experimentação, seus instintos sociais" (PIAGET, 1972, p. 156).
    Os jogos não apenas são uma forma de entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.
A atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo por isso, indispensável à pratica educativa. E, pelo fato de o jogo ser um meio tão poderoso para a aprendizagem das crianças que em todo lugar onde se consegue transformar em jogo a iniciação a leitura, ao calculo ou à ortografia, observa-se que as crianças se apaixonam por essas ocupações, geralmente tidas como maçante (AGUIAR, 1998, p.37).

 Alguns alunos podem descobrir, por meio de pesquisa, entrevistas com especialistas, diferentes "línguas faladas" por instrumentos musicais, agrupar essas línguas em "culturas" e inventar diferentes "diálogos" entre instrumentos. "No caso da linguagem há considerável ênfase, na escola, em aquisições lingüísticas adicionais, a música ocupa uma posição relativamente baixa em nossa cultura e então o analfabetismo musical é aceitável" (GARDNER, 1994, p.86).

" É possível a criança desenvolver habilidades e aprender brincando."

DICAS DE PESQUISAS E AUTORES.
CITAÇÕES AO QUAL VC PODE DEIXAR SEU TRABALHO MAIS  COMPLETO E ESPECIFICO.

 Kishimoto (2001) em sua obra "Jogo, Brinquedo, Brincadeira, e a Educação" apresenta o uso do brinquedo e do jogo educativo com fins pedagógicos, nos remetendo à relevância desse instrumento para situações de ensino-aprendizagem e de desenvolvimento infantil, trabalhando o cognitivo, afetivo, físico e social da criança.


 Crianças, quando vão às escolas pela primeira vez, geralmente se traumatizam e acabam chorando por dias seguidos, devido à separação das coisas e pessoas. Acham que por estarem na escola, em um ambiente fechado, perdem toda liberdade que tinham em sua casa. Com o passar dos dias, acabam por se acostumar com o ambiente, arrumam amigos e se dedicam no que melhor sabem fazer: brincar, quando lhes é permitido (FREIRE, 2002).

Não adianta somente passar as informações para a criança, sem saber realmente que ela esteja conseguindo aprender da maneira que lhe está sendo ensinada. A educação física oferece à criança a oportunidade de vivenciar formas de organização, a criação de normas para a realização de tarefas ou atividades e a descoberta de formas cooperativas e participativas de ação, possibilitando a transformação da criança e de seu meio (GALLARDO, 1998, p.25).
    Segundo FREIRE (2002), as brincadeiras têm grande significado no período da infância, onde de forma segura e bem estruturada pode estar presente nas aulas de EF dentro da sala de aula. Com uma conduta mais alegre e prazerosa, poderemos ver traços marcantes do lúdico como ferramenta de grande importância e com um imenso fundamento no aprendizado da criança sem descaracterizar a linha desenvolvimentista do âmbito escolar.
O jogo como o desenvolvimento infantil, evolui de um simples jogo de exercício, passando pelo jogo simbólico e o de construção, até chegar ao jogo social. No primeiro deles, a atividade lúdica refere-se ao movimento corporal sem verbalização; o segundo é o faz-de-conta, a fantasia; o jogo de construção é uma espécie de transição para o social. Por fim o jogo social é aquele marcado pela atividade coletiva de intensificar trocas e a consideração pelas regras (FREIRE, 2002, p.69).

 A improvisação de material é estimular a criatividade da criança para que ela também possa fazer o mesmo, criar um brinquedo do seu próprio gosto. Isto irá despertar o interesse da criança em aprender e a criar algo diferente. Materiais diversificados trazem o lúdico como uma forma de aprendizado e desenvolvimento: "O jogo contém um elemento de motivação que poucas atividades teriam para a primeira infância: o prazer da atividade lúdica" (FREIRE, 2002, p.75).

O brinquedo ensina qualquer coisa que complete o indivíduo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo, o brinquedo educativo conquistou espaço na educação infantil. Quando a criança está desenvolvendo uma habilidade na separação de cores comuns no quebra-cabeça à função educativa e os lúdicos estão presentes, a criança com sua criatividade consegue montar um castelo até mesmo com o quebra-cabeça, através disto utiliza o lúdico com a ajuda do professor (KISHIMOTO, 2001, p.36-37).

 A Educação Física não precisa ser uma disciplina auxiliar das outras, mas ter uma identidade própria, mantendo com as demais uma necessária interdisciplinaridade, a união entre elas, como discorremos até o momento. Porém, todo conhecimento adquirido serve de base para o próximo, mais elaborado. Sendo assim uma vez que tenha um bom domínio de alguma habilidade, pode-se combiná-la com ensinamentos de sala de aula, como leitura, escrita e cálculo (FREIRE, 2002, p.188).

 Na escola, o jogo dramático estimula a leitura e a escrita e, com base neste estímulo, o indivíduo exercita-se sem fadiga, adquirindo um bom domínio na linguagem corporal, oral e escrita, naturalmente desencadeada pelo exercício gestual, geralmente de forma prazerosa (CANDA, 2006).


 Jogo de palavras/ jogo do telefone sem fio/ trava-línguas
    Este jogo poderá envolver várias matérias como, por exemplo, ciências físicas e biológicas, geografia ou história, uma teoria ou um teorema, uma lei natural ou outro tema descrito com as palavras fora de ordem, um estímulo para sua estruturação no vocabulário e configurarem-se em um valioso recurso para o uso em sala de aula. A estratégia de aprendizagem reconhecida como jogo de palavras, trabalha a concepção visual, além de enriquecer o repertório lingüístico do educando (ANTUNES, 2002).
 A brincadeira "Fantasiando com a verdade", poderá ser desenvolvida através de teatro, abordando os assuntos como: geografia, história, literatura, ciências e educação física. O professor poderá sugerir divagações e a criação de fantasias que contextualizem esses temas ou tema que se pretende demonstrar, os personagens da história podem ser inventados pelos alunos, mas o cenário do enredo criado pode ser verdadeiro. A imaginação de uma criança flui sem parar, basta dar oportunidade a ela e acreditar que será capaz de criar os personagens, falas, cenários (ANTUNES,2002).