Trabalho completo de tcc final, é só procurar em minhas postagens.
Pessoal me desculpe se demorar um pouco, mas tenho muita solicitações de trabalhos.
Também gostaria que me respondessem para que possa saber se realmente eu pude ajudar.
Dicas para trabalhos acadêmicos . Educação Infantil. Atividades e outros...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Alfabetização e Letramento.
Letramento é uma tradução para o português da palavra inglesa “literacy” que pode ser traduzida como a condição de ser letrado. Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; letrado é aquele que sabe ler e escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da escrita. Alfabetizar letrando, é ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, assim o educando deve ser alfabetizado e letrado. A linguagem é um fenômeno social, estruturada de forma ativa e grupal do ponto de vista cultural e social. A palavra letramento é utilizada no processo de inserção numa cultura letrada.
No Brasil os conceitos de alfabetização e letramento se mesclam e se confundem. A discussão do letramento surge sempre envolvida no conceito de alfabetização, o que tem levado, a uma inadequada e imprópria síntese dos dois procedimentos, com prevalência do conceito de letramento sobre o de alfabetização. Não podemos separar os dois processos, pois a princípio o estudo do aluno no universo da escrita se dá concomitantemente por meio desses dois processos: a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades da leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, o letramento.
O conhecimento das letras é apenas um meio para o letramento , que é o uso social da leitura e da escrita. Para formar cidadãos atuantes e interacionistas, é preciso conhecer a importância da informação sobre letramento e não de alfabetização. Letrar significa colocar a criança no mundo letrado, trabalhando com os distintos usos de escrita na sociedade. Essa inclusão começa muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social. O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento alcançado de maneira informal absorvido no cotidiano. Ao conhecer a importância do letramento, deixamos de exercitar o aprendizado automático e repetitivo, baseado na descontextualização.
Na escola a criança deve interagir firmemente com o caráter social da escrita e ler e escrever textos significativos. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de individuos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade.A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas. Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama. Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser.
As dimensões do aprender a ler e a escrever e ...
Durante muito tempo a alfabetização foi entendida como mera sistematização do “B + A = BA”, isto é, como a aquisição de um código fundado na relação entre fonemas e grafemas. Em uma sociedade constituída em grande parte por analfabetos e marcada por reduzidas práticas de leitura e escrita, a simples consciência fonológica que permitia aos sujeitos associar sons e letras para produzir/interpretar palavras (ou frases curtas) parecia ser suficiente para diferenciar o alfabetizado do analfabeto.
Com o tempo, a superação do analfabetismo em massa e a crescente complexidade de nossas sociedades fazem surgir maiores e mais variadas práticas de uso da língua escrita. Tão fortes são os apelos que o mundo letrado exerce sobre as pessoas que já não lhes basta a capacidade de desenhar letras ou decifrar o código da leitura. Seguindo a mesma trajetória dos países desenvolvidos, o final do século XX impôs a praticamente todos os povos a exigência da língua escrita não mais como meta de conhecimento desejável, mas como verdadeira condição para a sobrevivência e a conquista da cidadania.
Foi no contexto das grandes transformações culturais, sociais, políticas, econômicas e tecnológicas que o termo “letramento” surgiu, ampliando o sentido do que tradicionalmente se conhecia por alfabetização (Soares, 2003).
Hoje, tão importante quanto conhecer o funcionamento do sistema de escrita é poder se engajar em práticas sociais letradas, respondendo aos inevitáveis apelos de uma cultura grafocêntrica. Assim,
Enquanto a alfabetização se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo,
ou grupo de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da
aquisição de uma sociedade (Tfouni, 1995, p. 20).
Com a mesma preocupação em diferenciar as práticas escolares de ensino da língua escrita e a dimensão social das várias manifestações escritas em cada comunidade, Kleiman, apoiada nos estudos de Scribner e Cole, define o letramento como
... um conjunto de práticas sociais que usam a escrita, enquanto sistema
simbólico e enquanto tecnologia, em contextos específicos. As práticas
específicas da escola, que forneciam o parâmetro de prática social segundo a
qual o letramento era definido, e segundo a qual os sujeitos eram
classificados ao longo da dicotomia alfabetizado ou não-alfabetizado, passam
a ser, em função dessa definição, apenas um tipo de prática – de fatos
dominante – que desenvolve alguns tipos de habilidades mas não outros, e que determina uma forma de utilizar o conhecimento sobre a escrita. (1995, p. 19)
Mais do que expor a oposição entre os conceitos de “alfabetização” e “letramento”, Soares valoriza o impacto qualitativo que este conjunto de práticas sociais representa para o sujeito, extrapolando a dimensão técnica e instrumental do puro domínio do sistema de escrita:
Alfabetização é o processo pelo qual se adquire o domínio de um código e das
habilidades de utilizá-lo para ler e escrever, ou seja: o domínio da tecnologia –
do conjunto de técnicas – para exercer a arte e ciência da escrita. Ao exercício
efetivo e competente da tecnologia da escrita denomina-se Letramento que
implica habilidades várias, tais como: capacidade de ler ou escrever para
atingir diferentes objetivos (In Ribeiro, 2003, p. 91).
Ao permitir que o sujeito interprete, divirta-se, seduza, sistematize, confronte, induza, documente, informe, oriente-se, reivindique, e garanta a sua memória, o efetivo uso da escrita garante-lhe uma condição diferenciada na sua relação com o mundo, um estado não necessariamente conquistado por aquele que apenas domina o código (Soares, 1998). Por isso, aprender a ler e a escrever implica não apenas o conhecimento das letras e do modo de decodificá-las (ou de associá-las), mas a possibilidade de usar esse conhecimento em benefício de formas de expressão e comunicação, possíveis, reconhecidas, necessárias e legítimas em um determinado contexto cultural.
Soares defende o equilíbrio entre os dois em questão:
Porque alfabetização e letramento são conceitos freqüentemente
confundidos ou sobrepostos, é importante distingui-los, ao mesmo
tempo que é importante também aproximá-los: a distinção é
necessária porque a introdução, no campo da educação, do conceito
de letramento tem ameaçado perigosamente a especificidade do
processo de alfabetização; por outro lado, a aproximação é
necessária porque não só o processo de alfabetização, embora
distinto e específico, altera-se e reconfigura-se no quadro do conceito
de letramento, como também este é dependente daquele. (2003, p. 90)
O significado do aprender a ler e a escrever
Ao permitir que as pessoas cultivem os hábitos de leitura e escrita e respondam aos apelos da cultura grafocêntrica, podendo inserir-se criticamente na sociedade, a aprendizagem da língua escrita deixa de ser uma questão estritamente pedagógica para alçar-se à esfera política, evidentemente pelo que representa o investimento na formação humana. Nas palavras de Emilia Ferreiro,
A escrita é importante na escola, porque é importante fora dela e
não o contrário. (2001)
Pedagoga TâniaAutora: Amelia Hamze
Brasil Escola
SOARES, M. B. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Autêntica, 1998.
“Língua escrita, sociedade e cultura: relações, dimensões e perspectivas”, Revista Brasileira de Educação, n. 0, 1995, pp. 5 – 16.
STREET, B. V. Literacy in theory and Practice. Cambridge, University Press, 1984.
TFOUNI, L.V. Letramento e alfabetização. São Paulo, Cortez,1995.
FEREIRO, E. Cultura escrita e educação. Porto Alegre, Artes Médicas, 20 “Alfabetização e cultura escrita”, Entrevista concedida à Denise Pellegrini In Nova Escola – A revista do Professor. São Paulo, Abril, maio/2003, pp. 27 – 30.
GERALDI, W. Portos de Passagem. São Paulo, Martins Fontes, 1993.
Brasil Escola
SOARES, M. B. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Autêntica, 1998.
“Língua escrita, sociedade e cultura: relações, dimensões e perspectivas”, Revista Brasileira de Educação, n. 0, 1995, pp. 5 – 16.
STREET, B. V. Literacy in theory and Practice. Cambridge, University Press, 1984.
TFOUNI, L.V. Letramento e alfabetização. São Paulo, Cortez,1995.
FEREIRO, E. Cultura escrita e educação. Porto Alegre, Artes Médicas, 20 “Alfabetização e cultura escrita”, Entrevista concedida à Denise Pellegrini In Nova Escola – A revista do Professor. São Paulo, Abril, maio/2003, pp. 27 – 30.
GERALDI, W. Portos de Passagem. São Paulo, Martins Fontes, 1993.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Como incentivar a leitura para as crianças.
Com o intuito de chamar atenção para um mundo magico e divertido e a curto prazo ensinando que a leitura também serve para promover sua capacidade para a reflexão e criticas.
Dar oportunidade para uma criança conhecer o mundo encantado dos
livros é um dos papéis fundamentais da escola,
seja através dos clássicos infantis, contos, lendas, anedotas, quadrinhos, dentre vários outros.
Para isso, é fundamental que os professores sejam os elementos de ligação entre os alunos e os livros, ao mundo do faz-de-conta, pois estes ampliam o potencial imaginativo da criança, tornando-a mais criativa.
Existem várias formas de incentivar a criança a gostar de ler, bem como a criar o hábito de leitura. Ser um bom contador de histórias é uma dessas formas, pois as crianças se encantam com o professor, com a entonação de sua voz, os gestos que faz, as caras e bocas, os risos ou choros, enfim, tudo aquilo que traz emoção para o momento. E mais tarde tentam imitá-lo agindo da mesma forma.
Entretanto, a leitura não deve ser somente para o prazer, mas com o objetivo de promover a capacidade reflexiva e crítica, o que acontece quando o professor abre espaço para discussões após a mesma, dando oportunidade dos alunos darem suas opiniões, elogiando ou não o livro, repensando suas idéias acerca do tema abordado, ou até mesmo mudando o final da história.Outra forma, considerável, de se incentivar a leitura é levar os alunos a fazerem uma visita semanal à biblioteca da escola, tendo estes o direito de livre escolha dos livros. É bom que o professor determine um tempo para ficarem no local; um horário de cinqüenta minutos, por exemplo, dará para fazer a leitura de vários textos.
Voltando para a sala de aula, cada aluno poderá fazer um desenho ou um resumo, a fim de registrar e demonstrar o que foi lido, bem como a forma que compreendeu a história.
Brincar com teatro, fantasias, buscando a representação dos textos lidos também é uma excelente forma de incentivar a leitura, pois o aluno percebe que para simular precisa ter um texto, uma história em mente. Além disso, o teatro é uma forma prazerosa de se aprender, promove descontração e muita troca de conhecimento.
E não precisam fazer a representação apenas de histórias, mas de filmes, conteúdos de outras disciplinas, fatos do cotidiano, etc.
O importante é que a escola abra espaço para esse tipo de trabalho e que os professores incentive-os sempre, visando o aumento do vocabulário, a riqueza de idéias, a desinibição, a constituir uma fala desenvolta e a ficar mais próximos dos acontecimentos sociais.
Tânia-Graduada em Pedagogia.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Aulas de ciências para 2° série E.Fundamental.
Vamos explorar o jardim da escola ou os que ficam perto da escola.
Os alunos gostam quando a aula é fora da classe, então podemos aproveitar o máximo nesta aula diferente, divertida e com um aprendizado significativo.
Os alunos ´podem explorar os canteiros este se a escola tem e observar de peto os legumes e as verduras e ao qual é servido no almoço deles.
Também podem classificar as folhar e flores e os animais que eles encontram no jardim.
Vão aprender que são pequeninos e invertebrados, coloridos e que nem todos podemos mexer.
Peça para fazer um desenho das flores, folhas ou das verduras ao qual viram, também do que eles mais gostaram.
Faça perguntas sobre o que eles mais gostaram, como se cuida de um jardim e qual os animais que viram e como se chamam.
Está aula fora da classe pode ser bem gratificante.
Boa aula!
Tânia
Os alunos gostam quando a aula é fora da classe, então podemos aproveitar o máximo nesta aula diferente, divertida e com um aprendizado significativo.
Os alunos ´podem explorar os canteiros este se a escola tem e observar de peto os legumes e as verduras e ao qual é servido no almoço deles.
Também podem classificar as folhar e flores e os animais que eles encontram no jardim.
Vão aprender que são pequeninos e invertebrados, coloridos e que nem todos podemos mexer.
Peça para fazer um desenho das flores, folhas ou das verduras ao qual viram, também do que eles mais gostaram.
Faça perguntas sobre o que eles mais gostaram, como se cuida de um jardim e qual os animais que viram e como se chamam.
Está aula fora da classe pode ser bem gratificante.
Boa aula!
Tânia
terça-feira, 10 de julho de 2012
Pedagogia Waldorf
Recebi este artigo de um amigo e gostaria de compartilhar com vocês.
O que diferencia a pedagogia Waldorf de outras
correntes pedagógicas inovadoras, é a sua concepção do homem e do mundo, a
forma como compreende e atua na realidade frente às necessidades de
transformação.
A prática educativa Waldorf fundamenta-se na visão do homem como uma unidade harmônica físico-anímico-espiritual.
A pedagogia Waldorf considera que o ser humano não está determinado exclusivamente pela herança e pelo ambiente, e sim pela resposta que do seu interior é capaz de realizar, em forma única e pessoal, a partir das impressões que recebe. Considera que o homem ao nascer é portador de um potencial de predisposições e capacidades que ao longo de sua vida lutam por desenvolver-se.
A Pedagogia Waldorf explica e fundamenta o desenvolvimento dos seres humanos segundo princípios gerais evolutivos que compreendem etapas de 7 anos, denominadas setênios. Cada setênio apresenta momentos claramente diferenciáveis, nos quais surgem ou despertam interesses, perguntas latentes e necessidades concretas.
O currículo Waldorf considera não só o gradual desenvolvimento das capacidades intelectuais mas, igualmente, o desenvolvimento gradativo da alma infantil e de sua capacidade e interesse pelo fazer prático. O mundo é apresentado paulatinamente, desde o mundo mágico dos contos de fadas, passando pelo ritmo do tempo (dia e noite, estações do ano etc.), entrando, as séries mais avançadas, na realidade histórica. O estudo das ciências também se descortina de forma gradual, abordando o homem e a natureza, não apenas através de uma observação objetiva exterior, mas procurando igualmente vislumbrar a realidade espiritual que tudo permeia.
As atividades artísticas desempenham um papel fundamental, estando presentes em todas as disciplinas. Assim também o fazer prático permeia todo o processo pedagógico contribuindo com o desenvolvimento de talentos e habilidades.
Como premissa para a pedagogia Waldorf, existe um programa específico de formação de professores, que os prepara e capacita para compreender o desenvolvimento da criança como um ser espiritual se encarnando num mundo terreno, bem como para que saibam de que forma propiciar o desabrochar de suas potencialidades nas épocas certas e da forma correta.
Os professores Waldorf são preparados para que se tornem, cada vez mais, capazes de perceber cada individualidade particular, cada criança como futuro adulto específico, com seus impulsos, perguntas e contribuições próprias. O professor deve significar para cada criança a ponte entre esta criança e o mundo que a rodeia. Para isso é necessário que o professor seja um profundo conhecedor do mundo e da cultura de sua época, procurando compreender o que significam as diferentes correntes e movimentos culturais de seu tempo, conhecendo também a fundo as questões sociais, buscando expressá-las e encontrar caminhos para elas. Os professores de uma escola Waldorf devem ser personalidades amplamente interessadas pelo mundo atual, bem como profundos conhecedores da alma humana.
A Pedagogia Waldorf foi concebida por R. Steiner em 1919 (Antroposofia) e atualmente já existem perto de mil escolas Waldorf, espalhadas por todos os continentes.
Fonte: Federação das Escolas Waldorf no Brasil
A prática educativa Waldorf fundamenta-se na visão do homem como uma unidade harmônica físico-anímico-espiritual.
A pedagogia Waldorf considera que o ser humano não está determinado exclusivamente pela herança e pelo ambiente, e sim pela resposta que do seu interior é capaz de realizar, em forma única e pessoal, a partir das impressões que recebe. Considera que o homem ao nascer é portador de um potencial de predisposições e capacidades que ao longo de sua vida lutam por desenvolver-se.
A Pedagogia Waldorf explica e fundamenta o desenvolvimento dos seres humanos segundo princípios gerais evolutivos que compreendem etapas de 7 anos, denominadas setênios. Cada setênio apresenta momentos claramente diferenciáveis, nos quais surgem ou despertam interesses, perguntas latentes e necessidades concretas.
O currículo Waldorf considera não só o gradual desenvolvimento das capacidades intelectuais mas, igualmente, o desenvolvimento gradativo da alma infantil e de sua capacidade e interesse pelo fazer prático. O mundo é apresentado paulatinamente, desde o mundo mágico dos contos de fadas, passando pelo ritmo do tempo (dia e noite, estações do ano etc.), entrando, as séries mais avançadas, na realidade histórica. O estudo das ciências também se descortina de forma gradual, abordando o homem e a natureza, não apenas através de uma observação objetiva exterior, mas procurando igualmente vislumbrar a realidade espiritual que tudo permeia.
As atividades artísticas desempenham um papel fundamental, estando presentes em todas as disciplinas. Assim também o fazer prático permeia todo o processo pedagógico contribuindo com o desenvolvimento de talentos e habilidades.
Como premissa para a pedagogia Waldorf, existe um programa específico de formação de professores, que os prepara e capacita para compreender o desenvolvimento da criança como um ser espiritual se encarnando num mundo terreno, bem como para que saibam de que forma propiciar o desabrochar de suas potencialidades nas épocas certas e da forma correta.
Os professores Waldorf são preparados para que se tornem, cada vez mais, capazes de perceber cada individualidade particular, cada criança como futuro adulto específico, com seus impulsos, perguntas e contribuições próprias. O professor deve significar para cada criança a ponte entre esta criança e o mundo que a rodeia. Para isso é necessário que o professor seja um profundo conhecedor do mundo e da cultura de sua época, procurando compreender o que significam as diferentes correntes e movimentos culturais de seu tempo, conhecendo também a fundo as questões sociais, buscando expressá-las e encontrar caminhos para elas. Os professores de uma escola Waldorf devem ser personalidades amplamente interessadas pelo mundo atual, bem como profundos conhecedores da alma humana.
A Pedagogia Waldorf foi concebida por R. Steiner em 1919 (Antroposofia) e atualmente já existem perto de mil escolas Waldorf, espalhadas por todos os continentes.
Fonte: Federação das Escolas Waldorf no Brasil
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Trabalho completo TCC final de estágio
SUMÁRIO
1-INTRODUÇÃO......................................................................03
2-RELATORIO DO SEMINARIO FINAL DE ESTAGIO...........05
2-1 Estagio do ensino médio....................................................05
2-2 Estagio do
EJA...................................................................06
2-3 Estagio de 4 a 6
anos.........................................................09.
3-CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................12
4-REFERÊNCIAS.....................................................................13
1- INTRODUÇÃO
Este trabalho tem o objetivo de mostrar
os três estágios ao qual mais me realizei profissionalmente. Todos os estágios
foram muito proveitosos, mas esses com certeza se sobressaíram entre todos os
outros.
Destaco
a seguir os estágios que são: o Estágio do EJA, Ensino Médio e 4 a 6 anos.
Neste presente relatório tenho a oportunidade de falar novamente
sobre estes estágios e o quanto foi gratificante de fazê-los alem do que
aprendi muito, tanto teoricamente quanto na prática.
Para o curso de pedagogia este
trabalho de estágio é muito importante, temos muitas duvidas e como muitos
alunos do curso ainda não tiveram contato com a sala de aula e ainda não
atuarão como docente acabam tendo varias duvidas e alguns anseios em sua
atuação como professores no futuro e por isso temos os estágios. O estágio, na maioria
das vezes, é o primeiro contato do futuro educador com a realidade escolar,
oportunizando compartilhar construções de aprendizagem, bem como a aplicação do
aprendizado teórico na prática da profissão escolhida.
Durante
o estágio supervisionado é possível a aplicação e concretização dos
conhecimentos teóricos obtidos durante o curso é a oportunidade para nos
professores em formação nos ensinar os princípios de cidadania e de
responsabilidade social. Para que todas as atividades pedagógicas sejam
desenvolvidas de forma coerente e fundamental a supervisão do professor
orientador.
No
relatório final podemos recapitular todo este trabalho maravilhoso que são os
estágios e o quanto é importante para nos acadêmicos.
Porque
todo estágio é constituído pela construção de saberes docentes a partir de
práticas pedagógicas e no estabelecimento de relações com a formação docente.
Para este fim, as ações sistêmicas e reflexivas dos docentes e alunos se
articulam de modo a que possibilitem tecer relações na complexidade e na
pluralidade. Privilegia-se, neste processo, a articulação entre os saberes
construídos no cotidiano das práticas pedagógicas com a formação docente. Tendo
como pressuposto a junção entre teoria e prática, a atividade reflexiva deve
constituir na nossa formação de professores.
Métodos
estudados para tal trabalho primeiramente rever os estágios anteriores sendo
estes teoricamente depois através da experiência vivida sobre os três estágios,
recordar sobe o trabalho desenvolvido ao longo do curso e conseqüentemente as
ações que nos levam a relacionar o processo de ensino e de aprendizagem com
conteúdos articulados de forma crítica e constituídos significativamente por
nós alunos e por meio do estabelecimento e de um contato direto com a realidade
escolar.
Neste
trabalho será feito uma reavaliação de todos os fatos importante sobre o
estágio, ou seja, dos estágios escolhidos.
Qual
sua importância através da observação de espaços escolares e planejamento,
pesquisa, estudos e reflexão das situações didáticas na prática pedagógica,
projetos, etc.
Procurei
fazer este relatório através de conversação e debates, porque temos opiniões e
sugestões de todos e o que podemos fazer para melhor o ensino nos que mais
precisam ser mudados urgentemente também podemos comparar as opiniões para não
estarmos sendo muitos críticos em pequenos detalhes.
As
opiniões variadas nos mostram um caminho a seguir porque se trabalharmos juntos
para um bem querer será mais fácil.
2-Relatório
Seminário Final de estagio
Este trabalho é muito importante e também quer
dizer que estamos no final e nada mais gratificante do que recordar estes três
estágios ao qual foi escolhido e que por sinal foi prazeroso em fazê-los.
Podemos conceituar Estágio
Supervisionado, portanto, como qualquer atividade que propicie a nós aluno a adquirir experiência profissional específica
e que contribua, de forma eficaz, para nossa absorção pelo mercado de trabalho.
O objetivo do estágio é proporcionar
para nós o aluno a oportunidade de aplicar nossos conhecimentos acadêmicos em
situações da prática profissional clássica, criando a possibilidade do
exercício de suas habilidades. Esperamos que, com isso, nós o aluno tenhamos a
opção de incorporar atitudes práticas e que nos falca adquirir uma visão
crítica de nossa área de atuação profissional.
Como citação deixo abaixo um texto
que expressa tudo que sinto em relação a educação.
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa
sem ensino. Esses quefazeres se
encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continua buscando,
reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago.
Pesquiso para constatar, constatando, intervenho intervindo educo e me educo.
Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.
(Freire, 1996, p. 14).
2-1
ESTÁGIO DO ENSINO MÉDIO.
Gostaria de começar pelo relatório de
estágio supervisionado do ensino médio. Não fiz este estágio sozinha, fiz com
uma colega de curso, mas vou relatar o que aprendi e o que este estágio
contribui com minha formação.
Foi
realizado no segundo ano do ensino médio de uma escola particular Adventista
situada em Gravataí RS, no bairro Monte Belo,
Esta
escola foi criada para atender os filhos de membros da igreja Adventista do sétimo
dia, visando uma educação de valores.
Mas
o mesmo não aconteceu porque a escola acabou aceitando alunos de todas as
congregações, o diferencial desta escola por ser uma escola particular me
chamou a atenção em um detalhe, era construída em um bairro muito pobre e
também dos 700 alunos que havia na escola quando foi feito o estágio, 11 era da
redondeza e os outros eram de vários municípios.
Na
turma ao qual foi realizado o estágio eram de alunos com idade de 16 anos sendo
14 meninas e 12 meninos.
Os alunos ao entrarem na sala de aula e ao
depararem com uma estagiária ficaram logo mais agitados. Depois tudo ocorreu
normalmente e aceitaram esta nova pessoa em sua rotina escolar. A aula foi
muito boa a professora passou algumas lições e depois foi de mesa em mesa olhar
o resultado e nos proporcionou com uma atividade ao quais os conteúdos foram as
transformações trigonométricas, arco duplo, transformação em produto e gráficos
das funções trigonométricas, foi muito bom só que tive que estudar a matéria e
os conteúdos escolhidos porque já fazia tempo que não estudava o mesmo.O objetivo
do presente trabalho foi de realizar as devidas transformações trigonométricas
sendo estas as somas, as diferenças, os produtos o arco duplo.Não comentei
antes, mas nossa aula era de matemática.
Durante
estas atividades de estágio tive a oportunidade de me avaliar como educadora
através das práticas com profissionais experientes.
O
beneficio maior deste trabalho foi de ver que pude ter participação do
crescimento intelectual de uma criança.
Também
aprendi que não será fácil, mas com muita dedicação podemos ainda fazer a
diferença.
Durante
os estágios curriculares nos acadêmicos são orientados a buscar a possível
conciliação entre o próprio planejamento e as propostas de trabalho existentes
em ambientes escolares.
Neste
sentido o desenvolvimento das propostas de aprendizagem deve revelar uma
postura de professor (a) investigador (a) e considerar os sujeitos com os quais
irão interagir como capazes de construir, de forma autônoma, suas
aprendizagens.
2-2 ESTÁGIO DO EJA
No meu segundo estágio ao qual escolhi em
relatar eu aprendi muito, mas fiquei decepcionada com muitas coisas ao qual
presenciei.
Foi no estágio do EJA, Tramandaí RS, A EMEF São Francisco de Assis tem atualmente 14
salas de aula, uma sala multiuso, uma biblioteca, uma sala de apoio, refeitório
e banheiros. A escola localizada no bairro São Francisco de Assis I, atende
atualmente cerca de 680 alunos desde o 1º ano à 8ª série, nos turnos da manhã e
tarde.
As aulas são à noite
sendo que nem todos freqüentam as aulas, alguns optam por estudar pelos
polígrafos e só fazem as provas no dia marcado.
Neste estágio fiz sozinha, mas achei muitas
coisas errada porque as aulas são poucas e não tem nenhuma instrução os alunos
que conseguem passar são mais na sorte. Os
alunos poucos freqüentam as aulas e essas são para tirar duvidas dos polígrafos,
não tem trabalhos, testes e outros a avaliação é só através da prova que é
aplicada uma única vez sem recuperação e a média é seis. O curso é simples e
não oferece nada mais do que os alunos desejam que seja seu histórico escolar
completo.
Quanto à aprendizagem não
aprendem muito, os alunos sai deste curso sem formação nenhuma para um segundo
grau.
Não pude nem fazer uma
atividade porque mesmo se tivesse oportunidade para tal, não teria alunos que
estivesse a fim de realizar algumas, estão acostumadas com sua rotina o de ir a
aula de vez em quando tirar suas duvidas e depois fazer a prova.
Mesmo com tudo isso foi muito bom e significativo o estágio porque tive
a oportunidade de ver de perto porque nos dias de hoje os alunos não tem
preparação nenhuma e que antes aprendíamos muito mais nas escolas
principalmente o português e hoje eles os adolescentes não sabem falar direito
muito menos escrever.
Sou a favor aos avanços tecnológicos, mas ver uma criança escrever em um
computador dá até medo porque são
bobagens e erros ortográficos.
É através às vezes do
estágio que arrumo forças porque posso de repente fazer a diferença
principalmente na educação infantil porque é aonde tudo começa.
No começo da pesquisa achei
meio fraco o estágio, mas depois vi a importância deste estágio ao qual tirei
muitas duvidas e também confesso que muitos porem, tais como: se não tivesse
tanta repetência esses jovens poderiam ter uma educação com mais qualidade para
poder estudar em seu tempo real.
É fácil compreender que o
Estágio Supervisionado, talvez mais do que outros componentes curriculares,
traz essa mutualidade, em que os que ensinam e os que aprendem são sujeitos de
um processo, mais que de formação, de construção e de criação. Tendo isto em
vista podemos refletir como estão sendo preparados os alunos nos dias atuais e
o que podemos fazer para mudar o que achamos não estar certo e no caso da
educação de jovens e adultos, muita coisa podia mudar.
Podemos dar um estudo de
melhor qualidade mesmo este não sendo em tempo real.
As aulas poderiam ser com
mais pesquisas e trabalhos a fim de dar mais qualidades e quantidade de
informações.
É através da leitura e da
pesquisa que aprendemos e também nos leva a arte do português.
Desde pequenos eles tem que
aprender a ler e escrever e no caso do EJA muitos perderam esta etapa e aqueles
que só querem terminar o que começaram ao quais muitos têm seus motivos para
não ter terminado, devemos fazer uma reflexão juntos com os alunos e tentar
recomeçar no tempo ao qual foi interrompido. Esses alunos encontrão isso em uma
escola particular, mas eles podem ter este êxito também em uma escola que
oferece este curso de graça e com qualidade de ensino. Sei que o tempo é
curto,mas podemos dar a estes jovens subsídios para continuar sua educação no
segundo grau, não é fácil, mas como disse antes através das pesquisas e
trabalhos bem elaborados é possível.
A intenção é de levar o
aluno a querer aprender mais e mais e tomar gosto novamente aos estudos.
Na teoria de dar aula ao
EJA é uma, mas na prática deixam a desejar claro que estou comentando sobre a
escola ao qual fiz o estágio e a meu ver deixa muito a desejar e também já
freqüentei uma escola que eu era o aluno e passei a mesma situação não aprendi
nada e quando fiz o segundo grau duas disciplinas eu não conhecia e foi muito
difícil.
Eu consegui, mas tem muitos
que não consegue e desistem de vez do sonhado terminar os estudos. Temos muitos
objetivos para formar este cidadão, mas que seja com um ensino não só básico,
mas rico em conteúdos e sabedorias.
“ E através de um ensino com argumentos,
sugestões e principalmente a presença dos alunos em sala de aula teremos
êxitos. Se, na verdade, não estou no mundo para
simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível
mudá-lo sem certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que
tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela
coerente”
( Paulo Freiri)
2-3 ESTÁGIO DE 4 A 6 ANOS.
Este é o melhor porque desde que comecei o curso meu alvo é os
pequeninos e além do estágio supervisionado que faz parte do curso trabalhei um
ano inteiro dentro de uma escola com turma de 5 a 6 anos e foi muito importante
para meu aprendizado.
Foi na escola Anjo da
Guarda em Harmonia RS, Rua João Colling, 213.
Com uma pedagoga e uma
atendente de creche.
Uma cidade de alemão que
são muitos conservadores e egocêntricos é muito difícil a convivência nesta
cidade e são pessoas que não aceitam novidades. Foi muito difícil trabalhar lá
querem seguir todo o conteúdo teórico do curso da pedagogia, mas não sabem
praticá-los.
Mesmo este trabalho não sendo remunerado me
sentia realizada e foi através dele que conheci mais a escola e os alunos.
Trabalhei como estagiaria numa escolinha de educação infantil com bebes,
mas às vezes com as crianças de 5 anos e tive duvidas porque na minha aula quis
ensinar os alunos a escrever o nome e fui questionada por isso e por outras
profissionais não.
Como estamos em fase de crescimento na área da educação eu hoje se
tivesse autonomia em uma escola com certeza faria de novo.
Este estágio é importante porque tem o privilégio de
mostrar o dia a dia de uma escolinha entre outros tais como sua elaboração e
organização.
Contribui com um passo importante para uma boa realização de pesquisa e
reflexão sobre os dados assim coletados.
A finalidade da educação infantil
é o de acompanhar seu processo de construção pessoal e de conhecimentos,
proporcionando aos alunos desafios e vivencias necessária,
Podemos afirmar que o estágio não deverá se
prender aos limites de uma sala de aula, e sim que a escola como um todo deve se
tornar um espaço para a nossa prática.
Nas atuais circunstâncias é necessário que se crie ações coletivas de
embates para acabar com os estágios vistos como uma função burocrática, ou como
contemplação de modelos, a fim de que nesse espaço se crie condições para que
nós o aluno estagiário possa refletir que tipo de escola nós queremos ou vamos
precisar.
O estágio como um todo pode propiciar ao estudante através de um
conhecimento científico e teórico sólido oportunidades de vivenciar o cotidiano
de uma escola pública e nesse momento buscar uma formação política, através de
uma informação crítica, que o leve a buscar uma articulação com os seus
interesses profissionais.
É preciso que no estágio o futuro professor assuma politicamente o seu
conceito de qualidade e de escola pública de qualidade, além de procurar meios
de fortalecer a democratização dessa escola pública, para que se exerça o
direito à uma educação decente para todos.
No estágio devemos nos colocar a frente de situações que nos leve à desafiar nosso aprendizado.
O que podemos fazer como profissionais para mudar algumas idéias quanto
às aulas ao qual freqüentamos como estagiaria e que nos leva a questionar o
certo e o errado, pode esta ser questionada e mudada?
Respondendo esta pergunta a resposta é não porque a aula é mais uma
coisa rotineira e assim os alunos ficam entediados. Uma boa comparação que fiz
foi que em escolas particulares os alunos com 4 anos já começam a aprender as
letrinhas e na municipal não podemos ensinar nem a escrever o nome ficam só
pintando desenhos sei que faz parte do aprendizado,mas descobri que eles não
querem só isso querem ir além.
Quando fiquei sozinha com uma turma de 5 anos e tive que improvisar a
aula eu trabalhei com eles as vogais e foi muito gratificante esta aula porque
os alunos gostaram e todos fizeram, mas fui questionada por outras professoras
e algumas disseram que estava certo.
E agora fiquei sem saber direito se era certo ou não porque com tantas
professoras formadas e até com pós-graduação não sabiam direito em me
responder. Conclusão deste estágio tem muito profissional desatualizado ou eu
estou errada? Ficamos as vezes meio entediada com tudo isso e é por isso que o
estágio é tão importante ele faz com pensamos cada vez mais e nos leva ao certo
e ao errado.
E tomando parte do ensino/pesquisa, no estágio que procuramos proposta metodológica e política que nos faz
produzir saberes à respeito da prática pedagógica desenvolvida no cotidiano de
uma escola pública, e assim busco meios
de transformar as condições em que acontece o trabalho docente em algo
prazeroso e com qualidade.
A minha intenção é de que os alunos possam ver a escola como algo
prazeroso de se estar e para que eles um dia possam (re) construir a sua
história. Logo, a proposta de formação de professores que estamos veiculando é
aquela que coloca como eixo a reflexão das práticas pedagógicas, procurando
retirar dela os referenciais teóricos, aquilo que Zeichner chama de teorias
práticas. Pois são aquelas que surgem quando a professora pensa sobre a prática
que está desenvolvendo, reflete sobre ela, e faz a teorização ou cria saberes.
Isto porque, a reflexão como produto de um processo de trabalho árduo, pode
levar à teorização. E é essas teorias
práticas que possibilitarão ao professor perceber em que condições sociais se dão
o seu trabalho, levando-o a interferir nesse processo, para que de forma autônoma
e consciente, possa estar modificando-os, conseqüentemente, modificando o seu
fazer. Esta é uma opção metodológica em que assumimos a intenção política e
pedagógica de transformações de práticas docentes, em que o professor se
percebe como sujeito do processo ensino-aprendizagem.
“... a prática da
reflexão sobre a prática, no curso de Pedagogia, tem
favorecido as discussões sobre o processo
pedagógico, suas multifaces e suas questões
necessárias ... indaga a respeito de quem toma as
decisões sobre o rumo do processo
pedagógico e quais os interesses dos que participam
dessas decisões. (...) Todos têm voz e
vez para interferir na direção que o projeto do
curso vai assumindo.”(Piconez,1994:28-29).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estagio pode ser um eficiente
instrumento para a nossa formação, possibilitando: A aplicação prática da teoria
aprendida na escola, permitindo maior assimilação das matérias curriculares; Avaliar o acerto da escolha profissional e/ou suprir
eventuais deficiências na sua formação escolar; Atenuar o impacto da passagem
da vida estudantil para o mundo do trabalho; Antecipar o desenvolvimento de
atitudes/posturas profissionais, com estímulo ao senso crítico à criatividade.
Portanto para nos os estágios é a
oportunidade para que nos estudantes possamos colocar em prática os
conhecimentos adquiridos em sala de aula, de maneira que possamos vivenciar no
dia a dia a teoria, absorvendo melhor os conhecimentos, podendo refletir e
confirmar sobre a nossa escolha.
Os três estágios trabalhados
e os demais são importantes para nossa formação nos traz muitas duvidas e
respostas.
Ao colocar
nossa pratica de ensino como um dos eixos articulados da pratica reflexiva no
curso de pedagogia em questão, considera se que no estagio supervisionado nós o
aluno devemos nos aproximar de nossa realidade, ou seja, da realidade da sala
de aula ou da escola e a partir dos dados colhidos e observados podemos fazer
uma reflexão da pratica pedagógica efetiva da escola e este reflexão nos
proporciona informações que ajudara em nossa formação.
A vivência
de estágio é de grande importância para nosso futuro docente no sentido de não
somente observar o comportamento e rotina dos profissionais de ensino, mas
também detectar em si mesmo pontos fracos que devem ser trabalhados tanto no
quesito domínio de conteúdo quanto no âmbito pessoal e interpessoal.
Alem
disso o evento de maior importância ocorre logo nas primeiras horas de estágio:
o pretendente a futuro docente percebe logo na primeira aula se tem vocação ou
não para ser professor.
E talvez esse seja o melhor
momento para refletir se devemos continuar o nosso caminho como docente para
benefício não somente nosso, mas principalmente dos futuros alunos.
REFERÊNCIAS
PICONEZ, Stela C.B. (org) A prática de ensino e o estágio
supervisionado. 2.ed.Campinas,SP : Papirus, 1994.
LISTON, D.P., ZEICHNER, Keneth M. Formación del professorado y
condiciones sociales de la escolarización. Trad. Pablo Manzano. Espanha:
Morata. Fundación Paideia, 1993.
PIMENTA, Selma G. O estágio na formação do professor:
unidade, teoria e prática?. 2.ed., São Paulo : Cortez, 1995.
PAULO, Freiri
1993. pt.wikipedia.org/wiki. A Educação de
Jovens e Adultos no Brasil
Congresso Nacional. Lei Federal nº. 9.394. Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional
DEPARTAMENTO, de Educação de Jovens e Adultos.
Internet, sites educação
brasileira.
SOUZA, Maria Antonia. Educação de Jovens e
Adultos.
Curitiba: Ibpex, 2007. Revistaescola. abril.com. br
Web: wikipedia.org
ZILMA de M. R. de Oliveira - Educação infantil muito olhares. Editora Cortez.
TANIA
Sueli Azevedo, Nair Ferreira Gurgel do
Amaral e Carmem.
TEREZA
Velanga – Reflexões e sugestões práticas
para atuação na
Educação infantil – Editora Alínea e Átomo.
Autora Tãnia Tasca Mattos
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